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Volta ao Rio cria rota de natureza que pretende integrar os 92 municípios do estado

Entre os locais integrados ao circuito está o Parque Estadual dos Três Picos, na Região Serrana

Por Redação Multiplix
Com informações da Agência Brasil
19/05/26 - 16:11
Volta ao Rio cria rota de natureza que pretende integrar os 92 municípios do estado Entre montanhas e trilhas históricas, Serra dos Órgãos compõe o circuito da Volta ao Rio | Foto: Divulgação

Uma nova proposta de turismo e conservação ambiental está redesenhando a forma de percorrer o estado do Rio de Janeiro.

Lançada neste mês, a trilha de longo curso chamada Volta ao Rio conecta montanhas, praias, áreas rurais, comunidades tradicionais e unidades de conservação em um circuito de aproximadamente 3.500 quilômetros, considerado o maior do país.

A iniciativa integra caminhos já existentes, como a Travessia Petrópolis-Teresópolis, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, trechos da Transcarioca, na capital fluminense, além de percursos de bicicleta e até travessias aquáticas, incluindo rotas de caiaque e remo pelo rio Paraíba do Sul.

Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, também integra o curso da 'Volta ao Rio'Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, também integra o curso da 'Volta ao Rio' | Foto: Divulgação Segundo os organizadores, cerca de 60% do trajeto já está sinalizado e o processo segue em expansão.

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A proposta conecta mais de 90 municípios e quase 100 unidades de conservação federais, estaduais e municipais em todo o território fluminense.

Entre os locais integrados ao circuito estão o Parque Nacional do Itatiaia — o mais antigo do Brasil —, o Parque Estadual dos Três Picos, na Região Serrana, e o Parque Nacional da Serra da Bocaina, até Paraty.

Diferente das trilhas tradicionais, a Volta ao Rio não possui um ponto fixo de partida ou chegada.

O mapa foi pensado de forma cíclica, semelhante ao símbolo do infinito (∞), permitindo que o percurso seja iniciado em qualquer trecho.

Além disso, não é necessário completar todo o trajeto de uma só vez.

A ideia é que cada pessoa percorra a trilha em etapas, ao longo do tempo e de acordo com sua disponibilidade, segundo o coordenador do projeto, Hugo Pereira.

Talvez, o mais bonito de tudo seja o seguinte: essa trilha não precisa ser percorrida uma vez. Ela pode ser percorrida aos poucos, ao longo do tempo, ao longo da vida.

Turismo de natureza e geração de renda

Além da conexão ambiental, a Volta ao Rio aposta no fortalecimento do turismo descentralizado e da economia local.

O percurso atravessa pequenas comunidades, áreas rurais, vilas caiçaras e destinos tradicionais do ecoturismo fluminense.

Segundo os idealizadores, a proposta é estimular um modelo em que os visitantes utilizem serviços locais ao longo da jornada, movimentando hospedagens familiares, pequenos mercados, restaurantes e transportes comunitários.

Ele não vai ficar num hotel cinco estrelas. Vai ficar na casa da Dona Maria, comprar no mercado do Zé, usar o transporte do Antônio.

A iniciativa é conduzida pela Rede Brasileira de Trilhas, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e TurisRio, com apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério do Turismo e prefeituras fluminenses que aderiram ao projeto.

Hoje, cerca de 50 municípios já integram oficialmente o circuito, mas a expectativa é ampliar gradualmente a participação até alcançar os 92 municípios do estado.

A coordenadora-geral de Uso Público e Negócios do ICMBio, Carla Guaitanele, destaca que o projeto reúne conservação ambiental, lazer, cultura, saúde e integração social em uma mesma política pública.

Essa é a missão do ICMBio: cuidar da natureza com as pessoas.

Percurso

Ao longo dos 3.500 quilômetros, a Volta ao Rio reúne cenários variados do estado.

O trajeto permite desde experiências nas baixas temperaturas do Parque Nacional do Itatiaia até circuitos por restingas, praias selvagens e ilhas da Costa Verde e Região dos Lagos.

Também fazem parte da proposta percursos históricos e travessias já conhecidas entre praticantes de ecoturismo, como a Travessia Petrópolis-Teresópolis e caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira, Serra do Mar e litoral fluminense.

A expedição inaugural deve durar cerca de 90 dias, mas os organizadores reforçam que o principal objetivo é permitir múltiplas formas de experiência, seja em pequenos trechos, caminhadas ocasionais ou longas jornadas.

Mais do que uma trilha contínua, a Volta ao Rio se apresenta como um grande corredor de conectividade ambiental, cultural e humana, unindo paisagens naturais, comunidades e diferentes formas de vivenciar o território fluminense.

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