Moradores de Macaé de Cima, em Nova Friburgo, realizam novo mutirão para recuperar estradas
Nova etapa da iniciativa local reuniu voluntários; investimento foi de aproximadamente R$ 15 mil, feito com recursos próprios
Moradores de Macaé de Cima realizam novo mutirão por iniciativa própria e investem cerca de R$ 15 mil em áreas não atendidas pelo município, segundo associação
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Foto: Reprodução/Associação Macaé de Cima
Moradores de Macaé de Cima, na zona rural de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, realizaram, nos últimos dias, a segunda etapa de um mutirão comunitário, feito com recursos próprios, voltado à recuperação das estradas da região.
A mobilização acontece após sucessivas reclamações sobre a falta de manutenção nas vias rurais, consideradas essenciais para o deslocamento de moradores, produtores e prestadores de serviço.
A nova ação dá continuidade ao trabalho iniciado em março, quando mais de 30 moradores se uniram para realizar serviços de capina e roçada ao longo das estradas, após, segundo eles, anos de ausência de manutenção preventiva por parte do poder público.
Na ocasião, os custos haviam sido bancados pelos próprios moradores, com arrecadação organizada pela associação local.
Foram realizados reparos emergenciais e melhorias na infraestrutura da localidade | Foto: Reprodução/Associação Macaé de Cima
Agora, além da limpeza das vias, a comunidade concentrou esforços em reparos emergenciais e melhorias na infraestrutura da estrada principal de Macaé de Cima e também na do Mirandela.
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Em relato enviado à reportagem, a moradora e também diretora-tesoureira da Associação Macaé de Cima (AMC), Carla Delorenzi, afirmou que representantes da comunidade estiveram na prefeitura no dia 8 de abril para discutir a situação das estradas com o secretário Marcelo Silva, da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Regional.
Segundo ela, os moradores também protocolaram um requerimento acompanhado de um dossiê técnico solicitando posicionamento oficial do governo municipal sobre prazos, prioridades e vistoria nas vias.
Há 7 anos que a prefeitura não intervém nas estradas de forma preventiva e tudo o que foi feito até agora foi emergencial e, na maioria, em parceria com as associações locais.
De acordo com Carla, durante a reunião, o secretário teria informado que o município ajudaria em ações emergenciais, incluindo o fornecimento de pedras, material para compactação e apoio operacional.
Ainda segundo ela, também foi mencionada a possibilidade de envio de uma patrulha mecanizada para atender os 18 quilômetros da estrada de Macaé de Cima e a do Mirandela, mas sem definição de data.
Ela afirma, porém, que parte das promessas ainda não foi concretizada.
De lá pra cá tudo o que veio foi muita promessa e pouca ação.
A moradora ainda acrescentou à reportagem que uma vistoria técnica foi realizada pela prefeitura nos primeiros 10 quilômetros da estrada, acompanhada por representantes da administração local de Mury, para levantamento das necessidades da região.
E que, nas últimas quarta, 13, e quinta, 14, quando ocorreu a nova etapa do mutirão, a comunidade contou com apoio parcial do município.
Conforme o levantamento apresentado pelos moradores, participaram da ação equipes da administração de Mury, funcionários ligados à administração de Rio Bonito e um caminhão cedido pela Secretaria de Agricultura.
Ainda segundo os organizadores, a prefeitura teria enviado nove caminhões de material para o trabalho emergencial, número inferior aos 12 caminhões prometidos inicialmente.
A associação, por sua vez, disse ter mobilizado cerca de 25 voluntários em cada dia de trabalho.
A entidade também afirma ter investido aproximadamente R$ 15 mil em materiais e aluguel de equipamentos, além do custeio de 55 refeições para os participantes, financiadas por contribuições de associados e moradores da região.
Associação diz ter investido aproximadamente R$ 15 mil em materiais e aluguel de equipamentos | Foto: Reprodução/Associação Macaé de Cima
Os moradores seguem cobrando um cronograma oficial de manutenção preventiva para as estradas rurais da localidade.
Até o momento, segundo Carla Delorenzi, não houve resposta formal do município ao requerimento protocolado em abril.
A reportagem enviou os questionamentos à prefeitura e aguarda retorno.
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