Após saída de cubanos, Ministério da Saúde abre edital para cobrir vagas do Mais Médicos

Serão ofertadas 8.517 oportunidades para profissionais brasileiros. Na Região Serrana, serão contratados 19 profissionais de saúde

Por Matheus Oliveira
20/11/18 - 13:47
Após saída de cubanos, Ministério da Saúde abre edital para cobrir vagas do Mais Médicos Programa Mais Médicos busca cobrir demanda por profissionais após anúncio da saída dos cubanos. | Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde publicou na edição desta terça-feira, 20, um novo edital do Programa Mais Médicos com ofertas de 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba, que se retiraram do programa. Entre essas vagas para médicos brasileiros, estão 19 destinados à Região Serrana.

Entre as vagas para os municípios da serra fluminense, são 13 para Nova Friburgo (que contava com 11 profissionais de Cuba), cinco de Teresópolis (a cidade possuía quatro médicos da ilha da América Central) e uma vaga para Petrópolis.

Segundo o Ministério, as inscrições terão início às 8h desta quarta-feira, 21, e irão até o próximo domingo, 25, para os médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país. Os profissionais podem se inscrever por meio do site maismedicos.gov.br. O início das atividades está previsto para 3 de dezembro.

“A nossa preocupação foi diminuir os prazos da inscrição até a chegada do médico no município. Essa foi uma medida imediata, melhor forma, mais rápida e mais eficaz de não deixar faltar assistência médica em áreas com médico da cooperação”, ressaltou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

O edital é a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contam com profissionais de Cuba, após o comunicado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no qual o governo cubano informou que encerrou a cooperação no programa Mais Médicos.

“Teremos um edital aberto permanentemente com chamadas a partir do momento que a vaga não é preenchida. A expectativa é que o município ou o DSEI fiquem menor tempo possível sem o médico”, complementou o ministro.

Saída do Mais Médicos

Na semana passada, o governo cubano alegou como motivo para retirar seus profissionais do programa, o fato de Bolsonaro ter feito "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos", além de "declarar e reiterar que modificará termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e ao conveniado por ela com Cuba, ao pôr em dúvida a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e [ter] como única via a contratação individual”.

Já o presidente eleito do Brasil afirmou que Cuba se retirou do programa “por não aceitar rever esta situação absurda que viola direitos humanos”.

“Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável”, escreveu em suas redes sociais.