Oásis das montanhas: conheça algumas bicas de nascentes abertas à população

Na antiga Estrada do Trem há bicas de nascentes na Ponte da Saudade, Mury e em Debossan

Por Sara Schuabb - 16 de Janeiro de 2019, 15:11
Oásis das montanhas: conheça algumas bicas de nascentes abertas à população Bica da antiga estrada do trem, em Mury. As nascentes de Nova Friburgo são como “oásis” para quem gosta de caminhar e andar de bicicleta na natureza | Foto: Reprodução/Portal Multiplix

Quem passa nas estradas próximas às matas de Nova Friburgo, andando de bicicleta ou caminhando, ainda pode desfrutar de bicas de nascentes para matar a sede. E, nesse período de calor intenso no município, pegar água nesses locais pode ser uma ajuda e tanto.

Nova Friburgo conta com água em abundância nas seis bacias que abrangem a região. Seu relevo é responsável pela formação de vários canais de drenagem, que, junto às precipitações, formam riachos, córregos e rios. De acordo com o guia de turismo, André Ricarte, as nascentes representam pontos por onde parte da água do lençol alcança a superfície do solo, como se fossem torneiras, sempre abertas.

“Há muita nascentes em propriedades particulares no município, porém as bicas mais conhecidas, com servidões abertas à população, são as da antiga estrada do trem, em Mury e em Debossan; uma próxima à cachoeira da Adutora, no Cascatinha, na Rua Dom Pedro II, no Parque Imperial; no Alto do Mozer; e no Marajó, em Conselheiro Paulino, que é particular, mas o proprietário abre para uso dos moradores”, diz.

O guia turístico chama atenção aos usuários para sempre observar se há alguma construção acima das nascentes antes de beber da água.

“Se a bica vem direto da nascente, pode-se beber tranquilamente. Agora, se houver casas que possam comprometer o percurso da água, ela pode estar suja, contaminada com esgoto”, explica.

André chama atenção para a preservação das servidões e das matas nativas do município. “O único meio de preservar as nascentes é preservando a mata nativa. Costumo dizer que nosso petróleo é água, que temos em abundância”, diz.

Caru de Souza, que costuma correr e pedalar na antiga estrada do trem, geralmente faz uma parada na bica em Mury para se refrescar. “Essa bica é o oásis dos caminhantes e ciclistas que passam por aqui”, diz.

Segundo o presidente da Associação de Moradores e Amigos da Ponte da Saudade - AMAPS, José Roberto Folly, a região também dispõe da bica que fica numa gruta próxima ao muro do antigo CAVS, local onde está sendo feita a obra do futuro Hospital do Câncer, localizado na Av. Hamburgo, na Ponte da Saudade, e outra nas proximidades da Igreja do Evangelho Quadrangular de Mury, na Rua Apolônia, 576. Mas chama atenção para a falta de cuidado de muitos usuários.

“Na bica da Rua Dom Pedro II, no Parque Imperial, por exemplo, muitas pessoas lavam carro e jogam lixo ali, deixando a água com óleo dos produtos de limpeza. Mas estamos nos articulando para conseguir mobilizar a população em relação à preservação do espaço, para que sejam colocadas pedras em volta da bica para manter o lugar mais limpo”, diz.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, não há um levantamento das bicas de nascentes porque muitas delas estão em áreas privadas e a prefeitura não tem acesso.