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Dia de decisão no Maraca! Torcedoras de Nova Friburgo falam de suas paixões por Flamengo e Vasco

A rubro-negra Yasmin Marra e a vascaína Monique Machado vivem a expectativa por celebrar mais um título estadual

Por Matheus Oliveira
19/04/19 - 10:54
Dia de decisão no Maraca! Torcedoras de Nova Friburgo falam de suas paixões por Flamengo e Vasco  Flamengo e Vasco definem, neste domingo, no Maracanã, o campeão carioca deste ano | Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Domingo é dia de gritar “é campeão” com um toque de beleza e muita alegria. Flamengo e Vasco fazem, neste final de semana, dia 21 de abril, às 16h, no Maracanã, o segundo jogo da final do Campeonato Carioca. O Rubro-Negro venceu por 2 a 0 a partida de ida e pode até perder por um gol para levantar a taça. A maior rivalidade do Rio estará à prova com direito a muita emoção e expectativa por parte de torcedores e sim, torcedoras, que vêm ganhando cada vez mais espaço nas discussões sobre o esporte, seja nos bares, clubes, estádios ou no jornalismo esportivo. Para falar sobre a relação das mulheres com o futebol, duas torcedoras de Nova Friburgo falaram de suas grandes paixões pelos finalistas do futebol. E vamos combinar: lugar de mulher também é onde se fala de futebol.

Flamengo

O Flamengo chega para a decisão embalado pelo triunfo no primeiro jogo com dois gols de Bruno Henrique. Sem o herói da final, o Rubro-Negro deve ter Diego novamente como titular. O técnico Abel Braga deve mandar a campo o seguinte time: Diego Alves, Pará, Rodrigo Caio, Leo Duarte e Renê; Cuéllar, Willian Arão, Diego, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Gabigol.

Yasmin Marra vai aos estádios desde 2007 e se emocionou com o título brasileiro de 2009Yasmin Marra vai aos estádios desde 2007 e se emocionou com o título brasileiro de 2009 | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Apaixonada pelo time, seguindo o lema “vencer, vencer, vencer” e na expectativa pelo 35º título do Carioca, a jornalista Yasmin Marra, de 25 anos, começou a seguir o Flamengo desde pequena, já que o pai e o irmão compartilhavam da mesma paixão. Ela revela que foi ao estádio pela primeira vez em fevereiro de 2007. Ela comenta sobre o aumento da presença feminina nos estádios.

“Cada vez que eu vou ao Maracanã percebo que tem mais mulheres nos estádios. Aos poucos, estamos conquistando nosso espaço. Em relação ao respeito, falando por mim, já passei por algumas cantadas, assobios, mas nunca tentaram me agarrar a força, nem nunca me assediaram, nada que me ofendesse seriamente. Eu acho que eles ficam mais surpresos vendo que as mulheres estão ali porque tem paixão pelo time, que sabem cantar o hino e que estão na arquibancada cantando as músicas da torcida”, revela.

A torcedora rubro-negra conta também qual foi seu momento mais marcante seguindo o Flamengo.

“Foi em 2009, quando vi o Flamengo ser campeão brasileiro. A maior emoção da minha vida, um sentimento que não tem explicação”, relembra.

Yasmin avalia que a presença feminina não ajuda a diminuir a tensão do clássico e prevê uma final disputada, mesmo com a vantagem rubro-negra.

“É um clássico, não acredito que esteja ganho para o Flamengo. Acho que o Vasco vai entrar em campo com vontade de virar, e o Flamengo querendo manter a vitória. Vai ser um bom jogo. Infelizmente, não vou poder ir ao Maracanã, mas a vontade era grande”, declara.

Vasco

A vascaína Monique Machado confia na virada do clube de São Januário sobre o rivalA vascaína Monique Machado confia na virada do clube de São Januário sobre o rival | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Precisando vencer por dois gols para levar a decisão do título estadual para os pênaltis, o Vasco pretende atacar o maior rival. Após a derrota por 2 a 0 para o Santos, na Copa do Brasil, a palavra de ordem no Gigante da Colina é reação. Desta forma, o técnico Alberto Valentim deve escalar o seguinte time: Fernando Miguel, Cáceres, Leandro Castan, Werley e Danilo Barcelos; Lucas Mineiro, Raul, Bruno César (Lucas Santos) e Yago Pikachu; Marrony e Maxi López.

Quem está na esperança em fazer valer o grito da torcida de que o Vasco é o time da virada, é a bancária Monique Machado, de 30 anos. Ela revela que não seguiu o caminho de torcer pelo mesmo time do pai e que, ao ligar a TV para ver os jogos e assistir aos grandes times cruz-maltinos da década de 90, se apaixonou pelo clube da Zona Norte carioca, “saindo correndo na rua, ainda pequena, para gritar “Vascão”. Ele revela que foi ao estádio pela primeira vez há uns dois anos, apesar de sempre acompanhar o Vasco.

Monique destaca que o aumento do público feminino nos estádios é reflexo do maior destaque das mulheres na sociedade em geral.

“Não só no futebol mas em todos os aspectos a mulher vem se destacando e deixando de lado o machismo dos homens e no estádio não podia ser diferente, toda mulher tem o direito de torcer e vibrar, é um momento de grande emoção e para quem tem amor ao time a energia é surreal, e, vejo, sim, respeito e também admiração por parte deles”, destaca.

Assim como a rival rubro-negra, Monique não acredita que o ambiente fique mais leve em uma decisão tão tensa, mas que o público feminino deixa o entorno do clássico mais bonito. Ao escolher um momento marcante com seu clube, ela destaca um dos episódios mais tristes da história vascaína.

“Infelizmente uma lembrança que marcou foi o primeiro rebaixamento. Lembro como se fosse hoje, um dia bastante triste... muitas das vezes os clubes passam problemas e crises que desestimulam não só o clube mas, principalmente, o torcedor, mas quem tem paixão pelo time não desiste e luta e torce junto. Tudo o que acontece é uma oportunidade de superação e aprendizado e o sentimento não pode parar”, revela.

Sobre a decisão deste domingo, ela espera um confronto equilibrado e, claro, o 25º título do Vasco.

“Será um jogo de muita tensão. São duas esquipes com garra e muita vontade de ganhar, fora a rivalidade que infelizmente existe, mas que vença o melhor e que seja o meu Vasco”, conclui.