Dorinha de Mello Pacheco: Alerj institui prêmio que leva o nome da fundadora da Apae de Nova Friburgo
Objetivo da premiação é homenagear quem atua em defesa das pessoas com deficiência
Maria das Dores Mello Pacheco, conhecida como Dorinha, fundou a Apae de Nova Friburgo em 1979
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Foto: Reprodução/Rede Social (Apae NF)
Desde a última semana, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) passou a ter o Prêmio Dorinha de Mello Pacheco, em homenagem à fundadora da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Nova Friburgo, na Região Serrana.
O objetivo da premiação é reconhecer quem atua em defesa das pessoas com deficiência no território fluminense.
A iniciativa foi instituída pela resolução nº 1.646/2026, publicada no Diário Oficial do Estado na última quarta-feira, 13, após aprovação na Alerj na terça, 12.
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A autora do projeto, deputada Tia Ju (Republicanos), falou ao Portal Multiplix como foi o processo de tramitação no Legislativo:
O projeto tramita na Assembleia Legislativa desde 2022. Foi uma proposta construída com muito carinho e responsabilidade, ouvindo pessoas ligadas à causa da pessoa com deficiência e entendendo a importância de criar uma honraria permanente que valorizasse quem atua nessa área tão sensível e necessária.
A respeito de como vai funcionar o prêmio, Tia Ju explicou que "a concessão da honraria acontecerá por meio de projeto de resolução apresentado por parlamentares da Casa, acompanhado da justificativa e do currículo da pessoa ou instituição indicada".
Ela ainda explicou sobre a possibilidade de uma cerimônia, quando os reconhecimentos forem concedidos:
A ideia é que a premiação tenha solenidade própria, justamente pela relevância da causa e pela importância de dar visibilidade às histórias de transformação social ligadas à inclusão e à acessibilidade. Mas os detalhes regimentais ainda serão organizados após a publicação oficial.
Maria das Dores Mello Pacheco, conhecida como Dorinha, morreu na madrugada do dia 6 de maio deste ano, exatamente no dia do aniversária da Apae de Nova Friburgo.
Para a deputada estadual, "o estado do Rio de Janeiro perde uma referência histórica da luta pela dignidade, pela acessibilidade e pelo respeito às pessoas com deficiência":
Dorinha deixa um legado imenso de humanidade, acolhimento e compromisso com a inclusão. Ela foi uma mulher que mudou a realidade de milhares de famílias através da Apae de Nova Friburgo e da sua atuação em defesa das pessoas com deficiência. Sua trajetória inspira porque nasceu do amor de mãe, mas ultrapassou a dimensão familiar e se transformou em uma missão de vida. (...) Tenho certeza de que sua história continuará inspirando futuras gerações.
Mãe de quatro filhos, Dorinha enfrentou os desafios de criar uma criança com deficiência e transformou essa vivência em ação coletiva.
Em 1979, a partir de um grupo de apoio às famílias atípicas, criado por ela, surgia o embrião da instituição, que, com o passar do tempo, ganhou uma estrutura maior.
À reportagem, Tia Ju relatou que a escolha do nome de Dorinha para o prêmio " foi algo muito natural diante da história que ela construiu no nosso estado, especialmente em Nova Friburgo e em toda a Região Serrana":
Dorinha foi uma mulher que transformou a sua dor pessoal em acolhimento, luta e serviço ao próximo. Ela dedicou décadas da sua vida à defesa das pessoas com deficiência e ajudou a construir uma referência de inclusão através da Apae de Nova Friburgo. O prêmio nasce justamente para eternizar esse legado de amor, compromisso social e defesa da dignidade humana.
Pelas redes sociais, a Apae de Nova Friburgo informou que recebeu "com muita alegria a notícia da aprovação pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro da criação do Prêmio Dorinha Pacheco".
Na publicação, a instituição ainda declarou a emoção pelo reconhecimento à sua fundadora:
É impossível não se emocionar ao ver o nome da nossa eterna Dorinha sendo reconhecido de forma tão grandiosa. Para toda a família Apaeana, esta homenagem representa o reconhecimento de uma vida inteira dedicada à inclusão, ao acolhimento e à luta pelos direitos das pessoas com deficiência.
Por fim, a Apar manifestou o desejo de "que o nome de Dorinha siga inspirando pessoas, projetos e transformando vidas, assim como ela fez durante toda a sua caminhada".
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