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Ministério da Saúde prevê até 354 milhões de doses de vacina contra Covid-19 neste ano

Governo anunciou a compra de 100 milhões de doses do imunizante CoronaVac

Por Redação Multiplix
08/01/21 - 13:05
Ministério da Saúde prevê até 354 milhões de doses de vacina contra Covid-19 neste ano Brasil deve ter mais de 300 milhões de doses de vacina neste ano, segundo Ministério da Saúde | Foto: Banco de Imagem

O Ministério da Saúde anunciou a assinatura de um contrato com o Instituto Butantan para adquirir até 100 milhões de doses da vacina CoronaVac, contra a Covid-19. Assim, o país tem a perspectiva de que sejam disponibilizadas até 354 milhões de doses neste ano.

Este total deve ser formado por dois milhões de doses importadas da Astrazeneca da Índia, 10,4 milhões produzidas pela Fiocruz até mês de julho, 110 milhões fabricadas no Brasil pela Fiocruz, a partir de agosto, 42,5 milhões do mecanismo Covax Facility (provavelmente da Astrazeneca) e as 100 milhões da CoronaVac oriundas do contrato com o Instituto Butantan.

O contrato com a Sinovac envolve a compra inicial de 46 milhões de unidades, prevendo a possibilidade de renovação com a aquisição de outras 54 milhões de doses posteriormente.

Esse modelo foi adotado pela falta de orçamento para comercializar a integralidade das 100 milhões de doses. O Instituto Butantan anunciou que a eficácia da vacina é de 78%.

A CoronaVac custará cerca de US$ 10 por dose, demandando duas doses para cada pessoa a ser vacinada. Já a da Astrazeneca tem preço de US$ 3,75 por dose. Desta última, o ministro Eduardo Pazuello afirmou que seria aplicada apenas uma dose.

Vacinação

O Ministro da Saúde Eduardo Pazuello atualizou os três cenários de início da vacinação anunciados anteriormente.

No melhor caso, o processo começaria em 20 de janeiro, se os laboratórios conseguirem autorização em caráter emergencial, juntamente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nesta hipótese, estariam disponíveis oito milhões de doses. A imunização ocorreria com as vacinas que estivessem disponíveis, sejam elas as do Instituto Butantan ou as importadas da Astrazeneca, da Índia.

O segundo cenário seria entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. Já o terceiro seria entre 10 de fevereiro e início de março. Pazuello comentou que a estimativa é que os dois produtores nacionais, Butantan e Fundação Oswaldo Cruz, cheguem ainda neste ano à capacidade de fabricação de 30 milhões de doses por mês.

O ministro contou que a equipe do órgão continua negociando com a Pfizer, farmacêutica que já teve vacinas compradas por outros países.

Seringas

Os representantes do Ministério da Saúde falaram também sobre o fornecimento de seringas. Um pregão foi realizado, sendo concluído com apenas 3% da quantidade do total previsto. O presidente Bolsonaro afirmou que suspenderia a compra de seringas até que os preços baixassem novamente.

O secretário executivo da pasta, Élcio Franco, disse que há 80 milhões de seringas passíveis de mobilização imediata para o início da vacinação, incluindo as existentes em estados e municípios. Ele acrescentou que o Ministério obteve 30 milhões de seringas com as fabricantes por meio do instrumento de requisição administrativa.

Outras 40 milhões podem ser adquiridas por meio de uma compra internacional da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), das quais 8 milhões podem chegar entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.

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