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Confirmada variante brasileira do coronavírus no Rio de Janeiro

Fiocruz confirmou o caso. Mutações têm potencial de facilitar a transmissão

Por Redação Multiplix
17/02/21 - 11:53
Confirmada variante brasileira do coronavírus no Rio de Janeiro Fundação Oswaldo Cruz confirmou caso da variante nesta terça-feira, 16 | Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde

A variante brasileira do coronavírus, detectada pela primeira vez no Amazonas, foi identificada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro. A confirmação foi feita nesta terça-feira, 16.

A IOC/Fiocruz detectou a variante P.1 da SARS-CoV-2 após análise laboratorial. Essa mutação foi identificada inicialmente em Manaus. De acordo com a fundação, até o momento, não há dados que relacionem essa variante a quadros mais graves da Covid-19.

Com potencial de facilitar a transmissão da doença, as mutações são semelhantes às variantes encontradas no Reino Unido e também na África do Sul.

Essa nova variante P.1 já foi confirmada pelas secretarias estaduais do Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Ceará e Pernambuco, após ser encontrada pela primeira vez no Amazonas.

De acordo com um texto divulgado na última sexta-feira, 12, pelo IOC, a pesquisadora Paola Cristina Resende ressaltou que "é importante lembrar que as linhagens P.1 e P.2 já foram associadas a casos de reinfecção no país. Por isso, é fundamental a continuidade das medidas de prevenção, como a utilização de máscara de proteção, a higienização frequente das mãos e evitar aglomerações".

Coletiva de imprensa

Nesta quarta-feira, 17, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou uma coletiva de imprensa para esclarecer o caso da variante no Rio de Janeiro. De acordo com o secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, foram quatro casos da nova cepa, todos monitorados.

“Temos um caso de um homem de 46 anos que veio de Manaus e está internado no Hospital Federal dos Servidores do Estado”, disse.

O secretário de estado de saúde, Carlos Alberto Chaves, destacou que as ações devem ser coordenadas com informações claras e mais precisas para que não haja erro nas divulgações para a imprensa. Chaves disse ainda que, no último fim de semana, cinco pacientes de Rondônia foram transferidos para o Rio de Janeiro, sem intercorrências. Todos estão sendo monitorados no Hospital Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca.

Já Mário Sérgio Ribeiro, da superintendência de vigilância epidemiológica e ambiental da SES, esclareceu que as equipes estão investigando todos os casos. Segundo ele, é preciso saber se os pacientes viajaram para Manaus ou outros países, ou se tiveram contato com pessoas que também realizaram viagens para poder afirmar se a nova cepa já estava circulando no estado do Rio ou se vieram recentemente para o Rio de Janeiro.

Os casos investigados são de pessoas da capital, Petrópolis e Belford Roxo, porém a SES não pode afirmar que os pacientes sejam moradores dessas cidades.

Sequenciamento

Já foram sequenciadas quase 3,6 mil amostras coletadas em todo o Brasil pelos especialistas da Rede Genômica Fiocruz.

Desse número, São Paulo tem 1.035 amostras, 726 estão Rio de Janeiro, 340 no Amazonas, 306 no Rio Grande do Sul, 167 na Paraíba, 150 em Pernambuco e as demais em outros estados. As variantes B.1.1.33 e a B.1.1.28 circulam no país desde março, porém o grupo de trabalho já encontrou mais de 60 linhagens do vírus no Brasil. De acordo com a Fiocruz, o surgimento dessas linhagens diversas é comum nos vírus e, na maior parte dos casos, as mudanças implicam pequenas diferenças no material genético.

A B.1.1.28 foi que, após mutações, deu origem à variante P.1, encontrada no Amazonas, e à P.2, descrita pela primeira vez no Rio de Janeiro. Ambas são consideradas "variantes de preocupação" e apresentam modificações na proteína spike, estrutura do vírus que se conecta às células humanas. No caso da P.1, há três mutações relacionadas à proteína (K417N, E484K e N501Y), e, na P.2, uma mutação (E484K).

Atualizações

A SES confirmou nesta quarta-feira, 17, a morte do homem de 55 anos, morador de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, que testou positivo para a variante brasileira do coronavírus. Segundo a pasta, o quadro clínico do paciente está sendo investigado para identificar os impactos que a variante teve no organismo do homem.

A SES também confirmou que a variante do Reino Unido foi identificada em uma mulher, na capital.

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