Por que as borboletas aparecem em maior número no verão?
Algumas espécies de borboletas são agentes de polinização de algumas plantas
As borboletas azuis, denominadas Morpho, são muito comuns na Mata Atlântica
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Foto: Banco de Imagem
Culturalmente, a borboleta é inspiração para obras de artes, literatura, moda e objetos de decoração pelo seu colorido, leveza e, simbolicamente, por significar transformação. E, nesta época do ano, quem anda próximo às matas e cachoeiras, na natureza, deve estar percebendo um maior número de borboletas amarelas, brancas, azuis e multicoloridas bailando pelo céu, paradas em poças d’água ou às margens de algum rio.
Segundo o biólogo Péricles Muniz Brito, a proliferação de borboletas no verão ocorre em decorrência do calor: “com as altas temperaturas, acima de 20C°, os insetos se reproduzem com mais intensidade. As borboletas são parentes das mariposas, e, no calor, aumenta a quantidade de insetos em geral.”, explica.
O tempo de vida das borboletas varia de acordo com a espécie. Em média, vivem duas semanas e seu ciclo de vida divide-se em ovo, larva, pupa e imago, que é a fase adulta. Algumas se alimentam do néctar das flores e outras de pólen, frutas podres, esterco dos animais e seiva das árvores.
“Quando você vê as borboletas às margens de rios ou poças é porque estão sugando sais minerais que se acumulam com a evaporação da água.”, diz Péricles.
Algumas espécies de borboletas são agentes de polinização de algumas plantas e as lagartas de outras comem insetos nefastos. Mas também há espécies que são consideradas pestes, pois, enquanto larvas, podem até danificar árvores e plantações.
Péricles Brito conta que, no ano retrasado, foram registradas duas novas espécies desse belo inseto no Rio de Janeiro, da família Riodinidae A Semomesia Geminus, conhecida no Espírito Santo, Minas Gerais e Pernambuco. E a Calospila Parthaon, que era conhecida apenas da região Amazônica e referenciada na Bahia. As espécies foram documentadas por meio de fotografia digital, nas trilhas da Reserva Ecológica Guapiaçu – Régua, em Cachoeiras de Macacu.






