Estudo da Firjan aponta vocações econômicas do Centro-Norte Fluminense
Presidente da federação apresentou estudo voltado a apoiar o desenvolvimento da atividade industrial pelo interior do estado
Setor têxtil é uma das principais vocações econômicas do Centro-Norte Fluminense, segundo estudo da Firjan
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Foto: Divulgação/Firjan Sesi
A região Centro-Norte Fluminense tem na infraestrutura logística um fator estratégico para potencializar as vocações econômicas da região.
Entre elas está o setor têxtil, com capacidade de evoluir para uma economia criativa, conectando confecção, design, eventos, turismo de compras e construção de marca territorial.
Essa análise pode ser conferida no estudo "Rio de futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro", tema central do encontro do presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Luiz Césio Caetano, em Nova Friburgo, Região Serrana, com os empresários do Conselho Empresarial Firjan Centro-Norte, na noite da última terça-feira, 7.
Elaborada pela federação, a análise lançada em dezembro de 2025 visa orientar um novo ciclo de desenvolvimento para o estado, identificando as vocações e potencialidades econômicas do Rio.
O estudo pode ser acessado por este link.
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Além da forte atividade do setor têxtil e da infraestrutura logística, por meio da BR-116 e da RJ-116, que a partir de maiores investimentos pode se tornar mais favorável ao desenvolvimento, o estudo destaca ainda: a transição de baixo carbono na construção, o turismo de experiência, a especialização metalmecânica, a estruturação de um polo de agroindústria premium e a transformação digital das cadeias produtivas.
Indústria metalmecânica é um dos setores que se destacam na geração de empregos no Centro-Norte Fluminense. | Foto: Divulgação
A natureza, gastronomia e o calendário de eventos regionalizados também são atrativos da região, que além de Nova Friburgo, inclui Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Carmo, Cordeiro, Duas Barras, Macuco, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Sumidouro e Trajano de Moraes.
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, ao lado da presidente da Firjan Centro-Norte, Marcia Carestiato, destacou que o encontro também foi um momento de troca de informações com os empresários da região:
Trazemos informações estratégicas de todo o estado do Rio, com o recorte da região, mostrando as oportunidades que identificamos para o desenvolvimento econômico. A análise é uma importante ferramenta com informações que podem contribuir para o estabelecimento da melhoria da infraestrutura local, para melhor explorar as potencialidades. Temos importantes produções regionais que têm forte possibilidade de crescimento.
Responsável por 23% da geração de empregos, a atividade industrial nos municípios do Centro-Norte Fluminense corresponde a 19,2% do PIB da região.
Entre as vocações atuais, as indústrias têxtil e de confecções, com 9,8 mil profissionais, são as que mais geram empregos, seguidas da metalmecânica (4,5 mil), de cimento e derivados minerais (867) e de produção de bebidas (724).
Apesar da região ser apontada como a terceira menor do estado, ela possui elevado capital humano, concentrando 10,9 mil estabelecimentos, dos quais 15% são industriais, índice que supera o do estado do Rio (6%).
Entre os ativos estratégicos, a análise aponta o polo de moda íntima de Nova Friburgo, com forte presença de micro, pequenas e médias empresas, tendo o setor, reconhecimento nacional.
Polo de moda íntima de Nova Friburgo é referência nacional e concentra micro, pequenas e médias empresas | Foto: Divulgação
Segundo a presidente da Firjan Centro-Norte Fluminense, Márcia Carestiato, o levantamento tem papel estratégico no diálogo com o poder público e na definição de prioridades para a região:
Esse estudo é fundamental para que possamos ter o olhar para as tendências e potencialidades da região e apresentar isso para a gestão pública. É necessário saber para onde podem ser direcionados novos investimentos.
Desempenho socioeconômico
A região apresenta bons indicadores sociais, com destaque para a maior proporção de jovens no ensino técnico (34,9%) e melhores índices de segurança.
O principal gargalo está na saúde, com cobertura de atenção básica insuficiente, atingindo apenas 70,7% da população.
Ainda assim, a região possui mais leitos por 100 mil habitantes que a média estadual (240 ante 207).
O Centro-Norte apresenta fragilidades na gestão fiscal, como aponta o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), de 0,57, quadro que reflete o baixo dinamismo da atividade econômica regional.
Mesmo com setores relevantes na geração de empregos, como a indústria têxtil, tem um baixo PIB per capita e está entre as quatro regiões com as menores taxas de emprego.
O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, diz que, no entanto, os indicadores educacionais, colocam a região com o seu nível de desenvolvimento moderado, conforme o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).
Além de um panorama socioeconômico da região, o estudo aponta os potenciais para o crescimento nos próximos anos, como destacamos os produtos premunis, como alimentos com potencial na região. Além do que a gente já conhece, há diversos setores que podem ser fomentados nos próximos anos se destravarmos diversos problemas, como as questões de energia, infraestrutura e investimentos em logística.
Em infraestrutura, a análise aponta que a região tem na mobilidade um ponto positivo, com a terceira menor proporção da população que leva mais de uma hora para chegar ao trabalho (8,5%).
Por outro lado, há desafios em saneamento e energia, com a menor cobertura de abastecimento de água do estado (76,4% da população), além da elevada frequência de quedas de energia (6,2% na região ante 3,7% no estado) e da maior duração dessas interrupções (11,6% na região ante 7,8% no estado).
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