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Dói no bolso! Friburguenses sofrem com aumento no preço do gás de cozinha

Reajustes da Petrobras geram impactos nas contas dos consumidores

Por Matheus Oliveira
14/01/21 - 16:50
Dói no bolso! Friburguenses sofrem com aumento no preço do gás de cozinha Preço do gás de cozinha encerrou o ano passado com alta de 9,24% | Foto: Reprodução/Marcello Casal (Agência Brasil)

O brasileiro iniciou o ano de 2021 preocupado com a pandemia, os seus impactos econômicos e as instabilidades do mercado. Entre eles, o de petróleo e gás. A escalada de preços do petróleo resultou em aumento no custo do gás de cozinha, deixando o valor do botijão cada vez maior. A reportagem do Portal Multiplix conversou com moradores de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, para saber os reflexos dessa alta no bolso e na rotina dos consumidores.

Na última semana, a Petrobras anunciou mais um reajuste de 6% no valor do gás de cozinha, o gás liquefeito de petróleo (GLP). Em dezembro, um outro aumento, de 5% já tinha sido repassado aos usuários.

Atualmente, o preço do botijão de 13 quilogramas (kg) custa entre R$ 59,99 e R$ 105, com preço médio de R$ 75,04, segundo o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No início da pandemia da Covid-19, o preço médio estava em R$ 69.

O GLP a granel, (aquele cujo abastecimento é feito diretamente no ponto comercial do cliente, sem necessidade de troca do vasilhame), também sofreu aumento.

O que dizem os consumidores

Tamanha disparada vem causando transtornos à população. A artesã de Nova Friburgo, Márcia Winter, notou a diferença no preço do gás nos últimos meses e que o reajuste, somado a outros aumentos, em especial no preço dos alimentos, gerou um grande impacto nas contas.

“Eu paguei R$ 65, depois R$ 75 e agora, o último foi de R$ 80. A sorte é que o botijão aqui em casa dura um bom tempo. Se você pensa no valor do gás sozinho, não pesa tanto, mas quando vê o orçamento, junta com as outras contas da casa e o preço dos alimentos, que também encareceram. O impacto é muito grande. Gás e alimentação, isso é o básico, não têm como não gastar”, analisa Márcia.

Mesma situação é enfrentada pelos empresários. Proprietária de um restaurante no Centro do município da serra fluminense, Juliana Scarini relata que seu estabelecimento utiliza tanto gás de cozinha quanto o gás encanado (GN).

Ela explica que o restaurante costuma usar um botijão de gás por mês. Ele é usado durante todo o tempo em que o estabelecimento fica aberto: das 7h30 até o meio da tarde.

“Temos um consumo grande de gás e o botijão é utilizado pela pessoa que faz as saladas ou as sobremesas”, conta Juliana.

Ela explica ainda que, a princípio, este aumento não vai acarretar reajustes para os clientes.

“Essa conta acaba ficando mais com os empresários. E em meio à pandemia, quase todo o setor precisou realizar reajustes em razão dos aumentos, não só no valor do gás, como dos alimentos, como legumes, verduras e laticínios. Mas dependendo de como estarão os valores no decorrer deste ano, um reajuste no preço do nosso cardápio será inevitável”, conta.

Juliana informou que pretende orientar os funcionários a ficarem atentos ao tempo de cozimento de cada item e não deixar o fogo aceso sem necessidade. A comerciante não vê outra saída:

“Vai ser complicado encontrar alternativas, já que na rotina de um restaurante cada alimento tem um tempo para ser preparado. Em casa, eu iria cozinhar tudo em um dia só, planejando a semana e economizando. Mas no estabelecimento surgem demandas a todo o momento e o gás está sempre ligado”.

Histórico de preços

Entre 2007 e 2014, durante os governos Lula e Dilma, o preço do gás ficou congelado e não houve aumentos.

No governo de Michel Temer, em 2017, o item passou a ter reajustes mensais, e depois, trimestrais. Já na gestão de Jair Bolsonaro, as mudanças de preço passaram a seguir as oscilações do mercado internacional do petróleo.

Segundo o Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA), o gás de cozinha encerrou o ano passado com alta de 9,24%, divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Isso representa mais que o dobro da inflação de 4,52% registrada no ano passado.

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