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Ex-vereadora de Búzios é presa após investigação do MPRJ por suposto esquema de 'rachadinha' entre 2017 e 2020

Gladys Nunes é denunciada por associação criminosa e peculato; aparelho celular foi apreendido durante operação

Por Natalia Amorim
Com informações da assessoria de imprensa do MPRJ
24/02/26 - 12:38
Ex-vereadora de Búzios é presa após investigação do MPRJ por suposto esquema de 'rachadinha' entre 2017 e 2020 Investigação do MPRJ resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na casa da ex-vereadora na manhã desta terça | Foto: Reprodução/MPRJ

A ex-vereadora de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio, Gladys Pereira Rodrigues da Costa, mais conhecida como Gladys Nunes, foi presa na manhã desta terça-feira, 24, durante operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A ação é resultado de uma investigação que apura um suposto esquema de "rachadinha", que, segundo o MPRJ, teria ocorrido na Câmara Municipal de Búzios entre os anos de 2017 e 2020.

A pedido do MPRJ, a Justiça deferiu um mandado de prisão e um de busca e apreensão contra a ex-vereadora, que foram cumpridos por promotores do Gaeco/MPRJ e agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), no município.

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Durante a operação, os agentes apreenderam o aparelho celular da ex-parlamentar.

Aparelho celular foi apreendido durante operaçãoAparelho celular foi apreendido durante operação | Foto: Reprodução/MPRJ

Denúncia do Ministério Público

De acordo com o MPRJ, a ex-parlamentar foi denunciada pelos crimes de associação criminosa e peculato.

Gladys Nunes foi presa em casa, na manhã desta terça, 24, por agentes do Gaeco e da CSIGladys Nunes foi presa em casa, na manhã desta terça, 24, por agentes do Gaeco e da CSI | Foto: Reprodução/MPRJ

Além dela, outras três pessoas foram denunciadas.

Segundo a investigação, Gladys teria organizado um esquema de arrecadação ilegal de parte — ou até da totalidade — dos salários de assessores lotados em seu gabinete.

Após o pagamento realizado pela Câmara Municipal, os valores seriam sacados em dinheiro e entregues à então vereadora, em espécie ou por meio de depósitos bancários.

A denúncia aponta que, entre 2017 e 2019, foram identificados 87 depósitos em espécie na conta da ex-vereadora, que totalizam R$ 206.013,37.

Entre os elementos reunidos pelo Gaeco estão depoimentos de ex-assessores que relataram a exigência de repasses como condição para permanência nos cargos, comprovantes de depósitos e análise de movimentações financeiras feita pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

O Ministério Público também informou que a investigação identificou a nomeação de familiares para cargos comissionados.

Parte dos assessores investigados confessou participação no esquema e firmou Acordos de Não Persecução Penal com o MPRJ.

Após a divulgação da prisão, uma publicação feita no perfil oficial de Gladys no Instagram, ainda na manhã desta terça-feira, 24, trazia o seguinte teor:

Abuso de poder. Gladys é presa pelo MP neste momento. Mais informações em breve.

A reportagem tenta contato com a defesa da ex-vereadora. O espaço segue aberto para manifestação.

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