Ex-vereadora de Búzios é presa após investigação do MPRJ por suposto esquema de 'rachadinha' entre 2017 e 2020
Gladys Nunes é denunciada por associação criminosa e peculato; aparelho celular foi apreendido durante operação
Investigação do MPRJ resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na casa da ex-vereadora na manhã desta terça
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Foto: Reprodução/MPRJ
A ex-vereadora de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio, Gladys Pereira Rodrigues da Costa, mais conhecida como Gladys Nunes, foi presa na manhã desta terça-feira, 24, durante operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
A ação é resultado de uma investigação que apura um suposto esquema de "rachadinha", que, segundo o MPRJ, teria ocorrido na Câmara Municipal de Búzios entre os anos de 2017 e 2020.
A pedido do MPRJ, a Justiça deferiu um mandado de prisão e um de busca e apreensão contra a ex-vereadora, que foram cumpridos por promotores do Gaeco/MPRJ e agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), no município.
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Durante a operação, os agentes apreenderam o aparelho celular da ex-parlamentar.
Aparelho celular foi apreendido durante operação | Foto: Reprodução/MPRJ
Denúncia do Ministério Público
De acordo com o MPRJ, a ex-parlamentar foi denunciada pelos crimes de associação criminosa e peculato.
Gladys Nunes foi presa em casa, na manhã desta terça, 24, por agentes do Gaeco e da CSI | Foto: Reprodução/MPRJ
Além dela, outras três pessoas foram denunciadas.
Segundo a investigação, Gladys teria organizado um esquema de arrecadação ilegal de parte — ou até da totalidade — dos salários de assessores lotados em seu gabinete.
Após o pagamento realizado pela Câmara Municipal, os valores seriam sacados em dinheiro e entregues à então vereadora, em espécie ou por meio de depósitos bancários.
A denúncia aponta que, entre 2017 e 2019, foram identificados 87 depósitos em espécie na conta da ex-vereadora, que totalizam R$ 206.013,37.
Entre os elementos reunidos pelo Gaeco estão depoimentos de ex-assessores que relataram a exigência de repasses como condição para permanência nos cargos, comprovantes de depósitos e análise de movimentações financeiras feita pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).
O Ministério Público também informou que a investigação identificou a nomeação de familiares para cargos comissionados.
Parte dos assessores investigados confessou participação no esquema e firmou Acordos de Não Persecução Penal com o MPRJ.
Após a divulgação da prisão, uma publicação feita no perfil oficial de Gladys no Instagram, ainda na manhã desta terça-feira, 24, trazia o seguinte teor:
Abuso de poder. Gladys é presa pelo MP neste momento. Mais informações em breve.
A reportagem tenta contato com a defesa da ex-vereadora. O espaço segue aberto para manifestação.
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