Polícia e MPRJ realizam ação contra o tráfico em Teresópolis, com mais de 40 mandados de prisão expedidos
Até a manhã desta quarta, 27 denunciados foram presos, segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro
Mandados são cumpridos pela Polícia Civil, por meio da 110ª DP, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e do 30º BPM
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Foto: Reprodução/PCERJ
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que nesta quarta-feira, 13, 46 mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho estão sendo cumpridos em Teresópolis, na Região Serrana fluminense.
Segundo o órgão, os denunciados atuam no chamado Complexo PPR, formado pelas comunidades do Perpétuo, Pimentel e Rosário.
Até o início da manhã, 27 foram presos, como divulgou o MPRJ.
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O Ministério Público estadual ainda explicou que denunciou e obteve os mandados, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Teresópolis.
Eles estão sendo cumpridos pela Polícia Civil, por meio da 110ª Delegacia de Polícia (DP), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e do 30º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
A ação é acompanhada pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Teresópolis.
De acordo com o relatado pelo MPRJ na denúncia apresentada, "a atual cúpula da facção teria assumido o controle da região após a transferência do então líder criminoso Robson Costa, conhecido como “Cavalo”, para presídio federal":
Com divisão hierárquica de funções, os integrantes da organização impunham uma rotina de ameaças e silêncio forçado nas comunidades, determinando punições internas, agressões, torturas e até homicídios contra moradores, usuários e membros do grupo que descumprissem ordens.
Ainda segundo a denúncia, o tráfico de drogas ocorria de forma ostensiva nas proximidades de escolas, praças e áreas de grande circulação de moradores. Haveria ainda o uso recorrente de crianças e adolescentes em funções ligadas à venda de drogas e à vigilância armada.
As investigações indicam também que a facção buscava ampliar o controle econômico sobre as comunidades por meio da exploração de atividades ilícitas paralelas, como serviços clandestinos de internet.
Segundo o MPRJ, os denunciados respondem pelos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas.
O Portal Multiplix solicitou mais informações sobre a ação às polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro e aguarda retorno.
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