62 anos da Revolução Húngara

Por Paul Holfinger
27/10/18 - 16:07

No dia 23 de outubro (esta semana), a Hungria reverenciou com respeito seus heróis que deram as suas vidas pela Liberdade em 1956. O heroico povo húngaro desarmado, disse um basta à opressão comunista, se rebelando contra a escravidão e humilhações impostas pelo truculento regime ditatorial da então União Soviética, dando início ao irreversível e definitivo desmoronamento do perverso e amaldiçoado comunismo na Europa, que anos mais tarde culminaria com a derrubada do Muro de Berlim.

Como consequência, os soviéticos invadiram a Hungria vindo do norte pela Ucrânia com os seus poderosos tanques T-54 e uma numerosa infantaria, matando muitos dos cidadãos húngaros rebelados, destruindo a metade da cidade de Budapeste e, finalmente, abafando a Revolução.

Estima-se que durante este confronto, mais de 20 mil húngaros sacrificaram as suas vidas, 60 mil foram feridos ou mutilados e 200 mil tiveram que abandonar a Hungria, refugiando-se nos países vizinhos. Eu sou um destes últimos e tinha apenas 6 anos na época, fugindo para a então Iugoslávia (hoje, Croácia) que faz fronteira com a Hungria ao sul.

Esta rebelião não fora em vão, foi um marco, o detonador que iniciou a desmoralização definitiva de um regime imoral e opressor que não produz nada a não ser miséria, matou 120 milhões de seres humanos somente no século passado e é tão perverso e inútil que chega a ser autofágico não precisando de inimigos, pois tem a capacidade de destruir, inclusive, a si mesmo. O comunismo é tão somente, lixo ideológico.

Anos mais tarde, graças à corrupção, mentiras, ganância, trapaças e traições internas inerentes, a União Soviética e o seu fracassado comunismo, desmoronariam como um castelo de cartas.

Passados sessenta e dois anos, os húngaros de todas as partes do mundo relembram com respeito o martírio de seus heróis, pedindo a Deus que uma ditadura comunista nunca mais se instale na Hungria e em nenhum outra parte do mundo.

Que o comunismo seja banido para sempre, ficando apenas como uma desagradável lembrança no rodapé de uma página da História e uma advertência às futuras gerações para dizer-lhes que nunca dera certo, foi e sempre será um caro, doloroso e completo fracasso.

O Brasil está prestes a tomar uma importante decisão através do voto livre, e eu como testemunha das crueldades do comunismo sinto-me na obrigação de relatar do que ele é capaz.

Moro no Brasil há 60 anos, sou naturalizado brasileiro e a minha eterna gratidão a este país hospitaleiro me impediu de me calar neste momento.

Esperamos que os eleitores brasileiros tomem a decisão acertada, pensando no futuro de seus filhos e netos, afastando de uma vez o risco da praga do comunismo definitivamente.

Boa sorte ao Brasil e aos brasileiros e que Deus esteja conosco!



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