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Pesquisa aponta aumento médio em preço de material escolar e nota técnica reforça proibição de alguns itens em listas

Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e o Procon do Rio de Janeiro analisaram 90 objetos mais procurados

Por Alice Wandrofski
22/01/26 - 08:43
Pesquisa aponta aumento médio em preço de material escolar e nota técnica reforça proibição de alguns itens em listas Sedcon e Procon-RJ divulgaram variação valores de diferentes produtos em seis redes de lojas conhecidas no estado | Foto: Reprodução/Agência Brasil (Arquivo)

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon do Estado do Rio de Janeiro (Procon-RJ) apontou um aumento médio no preço do material escolar.

Ao todo, 90 itens mais procurados nas compras desta época do ano foram analisados em uma comparação de valores entre 2025 e 2026.

Desse total, cerca de 60% apresentaram aumento de preço entre os anos, enquanto 40% tiveram redução nos valores.

A Diretoria de Estudos e Pesquisas identificou nove produtos com o que foi tecnicamente considerado como "comportamento extremo".

Isso porque os preços estavam muito acima da média geral, alcançando até 475% de variação positiva entre 2025 e 2026.

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De acordo com o Procon-RJ, os principais grupos afetados trazem diferentes explicações, mas os aumentos mais acentuados concentram-se em itens de nicho, de maior valor agregado ou com menor possibilidade de substituição, o que dificulta a busca de alternativas mais baratas por parte do consumidor.

Os primeiros itens que chamam a atenção pelo valor elevado, segundo a análise, são os instrumentos geométricos e de desenho técnico, como réguas, esquadros, transferidores e kits de desenho.

Nessa situação, a diretoria explica que algumas linhas básicas foram substituídas por versões "premium" ou "profissionais", com consequente reposicionamento de preço de 2025 para 2026.

Ainda receberam destaque na avaliação, pelos custos desproporcionais, tintas, materiais artísticos e alguns tipos de lápis, como para desenhos técnicos, aquareláveis ou com maior número de cores.

Mas não só são apenas os aumentos que chamam a atenção na pesquisa.

Também foram relatadas reduções drásticas, de até 98% de um ano para o outro.

De acordo com a análise da equipe técnica, dicionários escolares e materiais de apoio, como tabuadas, apresentaram algumas das maiores quedas de preço observadas.

Entre os fatores que podem explicar esse cenário, destacam-se: a crescente substituição de materiais impressos por recursos digitais gratuitos ou de baixo custo (aplicativos, sites, plataformas educacionais); a necessidade de escoamento de estoques dos produtos físicos frente à redução da demanda; e políticas promocionais agressivas de algumas redes, que podem ter reduzido fortemente o preço para atrair consumidores.

Além disso, em uma tabela com dados da pesquisa, compartilhada pela Sedcon e pelo Procon-RJ, é possível conferir a avaliação de valores de diferentes produtos, em seis redes de lojas conhecidas no estado, com vendas presenciais e online em 2026.

Um dos itens analisados com maior variação de custo foi a caneta esferográfica da marca Pilot, em um kit com três unidades.

As diferenças de preços registradas chegaram a 465,22%, uma vez que em um estabelecimento ela custava R$ 6,90 e em outro R$ 39.

A cola em bastão de 40g da Pritt também teve destaque na pesquisa. Em um local, ela estava R$ 4,49, enquanto em outro era R$ 20,74.

O registro é de uma variação de 361,92%.

O secretário da Sedcon, Gutemberg Fonseca, falou sobre a necessidade de ter um planejamento na hora das compras:

A compra de material escolar é uma tarefa que exige atenção e planejamento. Nesse período marcado pelo aumento da demanda, a orientação é que os consumidores se planejem, façam uma análise da lista de material, comparem preços e tomem decisões estratégicas e econômicas.

Nota técnica

Ainda sobre os materiais escolares, no início deste ano, a Sedcon e o Procon-RJ lançaram a nota técnica nº 1/2026, que orienta os órgãos integrantes do Sistema Estadual de Defesa do Consumidor sobre a análise das listas de material escolar elaboradas por instituições privadas de ensino.

O documento reforça que é ilegal a exigência de itens de uso coletivo, como de limpeza, higiene, escritório, equipamentos e materiais administrativos, uma vez que esses custos devem estar incluídos no valor das mensalidades ou anuidades escolares.

A prática configura transferência indevida de custos operacionais aos consumidores, o que é vedado pela legislação, segundo o Procon-RJ.

Entre os produtos que não podem constar nas listas estão:

  • papel higiênico;
  • álcool;
  • detergente;
  • toner de impressora;
  • materiais de escritório;
  • equipamentos eletrônicos;
  • móveis;
  • instrumentos musicais de uso coletivo
  • e materiais de infraestrutura.

A nota técnica também chama atenção para outras práticas abusivas comuns neste período, como a exigência de marca específica para itens genéricos, a indicação de local exclusivo para compra, a cobrança de taxas sem o devido detalhamento e o condicionamento da matrícula à entrega integral do material escolar.

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