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Brasileiro está lendo mais na pandemia, revela pesquisa

Sindicato Nacional dos Editores de Livros divulgou resultado de pesquisa que aponta crescimento significativo no setor

Por Redação Multiplix
26/04/21 - 14:53
Brasileiro está lendo mais na pandemia, revela pesquisa Desde julho de 2020 as vendas de livro têm crescido e continuaram crescendo no Brasil | Foto: Banco de Imagem

No mês de abril celebramos o livro, a leitura e a propriedade intelectual em datas que também homenageiam escritores como Monteiro Lobato, Hans Christian Andersen, Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Veja.

No dia 2, Dia Internacional do Livro Infantil, no dia 9, Dia Nacional da Biblioteca, no dia 18, Dia Nacional do Livro Infantil, no dia 23, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor e, por fim, o dia 26, Dia da Propriedade Intelectual.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o ano de 2021 apresenta dois quadros no Brasil: um muito positivo e outro preocupante, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos da Veiga Pereira.

“O quadro muito positivo é que o brasileiro está lendo mais. Desde julho de 2020 as vendas têm crescido e continuaram crescendo este ano, o que, para mim, evidencia uma reconexão com o livro e com a leitura. É como se as pessoas descobrissem o prazer de ler, porque estão mais em casa, porque têm mais tempo. E ao redescobrir o prazer de ler, elas redescobrem o hábito da leitura; colocam o livro no seu hábito diário. Isso faz com que as pessoas leiam mais. Estão consumindo mais livros. Isso é super positivo”, disse Marcos da Veiga à Agência Brasil.

Se por um lado a leitura está em alta, por outro há uma grande preocupação com as livrarias físicas, impedidas de funcionar em muitos municípios, ou com restrições de frequência do público. Com isso, há um forte impacto econômico-financeiro no setor. Além das graves consequências que causa o funcionamento precário das lojas físicas, que tem efeito também no próprio hábito leitor. A restrição no funcionamento das livrarias impede o convívio, o manuseio dos livros, o encontro com autores nos lançamentos de obras, conversar com outras pessoas que gostam dos livros e da leitura e com os livreiros que sempre têm indicações que valem a pena.

A pesquisa mensal do varejo realizada para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), mostra a consistência das vendas do setor. No primeiro trimestre deste ano, em comparação a igual período do ano passado, houve expansão de 25% em exemplares vendidos, com cerca de 12 milhões de livros, contra 9,6 milhões no acumulado de janeiro a março de 2020. Em valor, o aumento foi menor, e alcançou cerca de 15,5%. No primeiro trimestre de 2021, a receita com a venda de livros somou R$ 544 milhões, contra R$ 471,5 milhões no mesmo período de 2020.

Segundo Marcos da Veiga, isso pode ser explicado porque se vendeu mais obras gerais e menos livros escolares, que são mais caros. Além disso, segundo ele, houve concentração no varejo online, que tem uma prática de descontos para o consumidor muito agressiva.

A pesquisa "Retratos da leitura no Brasil”, divulgada em setembro de 2020 pelo Instituto Pró-Livro e relativa ao ano anterior, revela que pouco mais da metade dos brasileiros têm hábito de leitura (52%). Por idade, a pesquisa mostrou que a única faixa etária que ampliou o total de leitores foi a de crianças entre 5 e 10 anos de idade, que passou de 67%, em 2015, para 71%, em 2019.

Todas as demais faixas leram menos em relação à pesquisa anterior. Apesar da queda, a faixa etária que mais lê no Brasil é a dos pré-adolescentes de 11 a 13 anos de idade (81%, em 2019, contra 84%, em 2015). Em termos de escolaridade, os leitores com curso superior permanecem como os que lêem mais, mesmo com redução entre as edições da pesquisa (68%, em 2019, contra 82%, em 2015). O presidente do Snel, Marcos da Veiga, confirmou que está ocorrendo um ressurgimento forte de livros juvenis, para faixa pré-adolescente de 11 a 13 anos de idade.

Marcos da Veiga disse que a crise contribuiu para a redescoberta da leitura. Para ele, a palavra, a partir de agora, não pode ser mais oportunidade mas, sim, responsabilidade. “Nós, enquanto indústria, precisamos manter o livro presente na vida das pessoas, precisamos entrar nas casas das pessoas através das mídias sociais das livrarias, das editoras, que são muito fortes. Isso nos permite estar convidando o leitor a conhecer mais livros, fazendo promoções”.

Fonte: Agência Brasil.


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