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Vacinas testadas para combater o coronavírus ganham fake news nas redes sociais

Notícias falsas se misturam com informações verdadeiras e confundem a população

Por Redação Multiplix
30/07/20 - 14:29
Vacinas testadas para combater o coronavírus ganham fake news nas redes sociais Fake news são compartilhadas na internet | Foto: Banco de Imagens

Quando foi decretada a pandemia do novo coronavírus, as redes sociais foram tomadas pelas fake news. As notícias falsas atrapalham bastante o combate à doença. Agora, com as vacinas sendo testadas, as fake news surgem mais uma vez e confundem a população.

A primeira onda de notícias falsas veio com informações enganosas sobre a prevenção: uso de gargarejo com sal e vinagre para matar o vírus; consumo exagerado de vitaminas C e D; ingestão de água quente e banho de sol, entre outras dicas erradas. Por isso, o Ministério da Saúde divulgou o número (61) 99289-4640 para que a população possa tirar dúvidas sobre a Covid-19.

Já na segunda fase das fake news, com as vacinas em teste, mensagens são espalhadas pelos aplicativos de conversa e pelas redes sociais, onde as supostas notícias misturam diferentes informações.

Uma delas, por exemplo, é o compartilhamento da imagem de um rapaz com o rosto inchado após ter tomado uma vacina chinesa. A mensagem com a foto diz: “Vacina chinesa causa reação no teste”. Entretanto, a informação é falsa.

Outra teoria afirma que a pandemia é um plano do Bill Gates, cofundador da Microsoft, para implantar microchips nas pessoas. A Fundação Bill e Melinda Gates desmentiram a informação. A notícia surgiu após uma entrevista em que o empresário disse que haverá certificados digitais para mostrar os pacientes recuperados do novo coronavírus. Porém, ele não citou microchips.

Ainda em referência ao cofundador da Microsoft, outra informação diz que o bilionário admitiu que a vacina contra a Covid-19 pode matar 700 mil pessoas. Os ataques a Gates são por conta dos financiamentos feitos por meio da sua instituição à saúde e ciência, principalmente ao novo coronavírus.

Essa informação vem de uma palestra que o empresário deu há alguns anos falando que a humanidade poderia enfrentar uma pandemia. E, como exemplo, disse que se 1 em cada 10 mil casos tivessem efeitos colaterais, poderiam ser 700 mil pessoas que sofreriam por causa disso. Mas em nenhum momento, Gates afirma que esse número seria de óbitos.

As criancinhas do Senegal, país da costa ocidental da África, também são alvo das notícias falsas. Uma notícia que circula por aí diz que sete crianças da mesma família morreram após terem tomado a vacina contra a Covid-19. A mensagem vem junto com um vídeo que mostra um possível vendedor de cosméticos que teria sido preso ao confirmar ter as vacinas.

Por último, circula na internet uma mensagem afirmando que a vacina chinesa, que é testada no Brasil, foi feita com células de bebês abortados. A notícia também é falsa. A CoronaVac está sendo testada em 9 mil voluntários e tem parceria do instituto Butatan.

Segundo divulgado pela empresa China Sinovac, realmente existem vacinas com esse tipo de material e que são aceitas no mundo científico. Porém, não é o caso da CoronaVac que vem atestando a imunidade dos voluntários com duas doses.

Para a CoronaVac, o sistema desenvolvido é com células vero, que vem de uma linhagem das células epiteliais renais dos macaco-verde africano, obtidas e controladas em laboratório.


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