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Ministros Nunes Marques e André Mendonça são eleitos presidente e vice do TSE

Eleição foi realizada em urna eletrônica, no plenário da Corte; ambos comandarão o tribunal durante as eleições gerais de 2026

Por Natalia Amorim
Com informações do Tribunal Superior Eleitoral e da Agência Brasil
15/04/26 - 14:09 Atualizada em 15/04/26 - 14:57
Ministros Nunes Marques e André Mendonça são eleitos presidente e vice do TSE Nunes Marques e André Mendonça comandarão as eleições gerais de 2026 | Foto: Reprodução/TSE (Luiz Roberto)

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeu, na última terça-feira, 14, o ministro Kássio Nunes Marques para o cargo de presidente da Corte.

Ao lado do ministro André Mendonça, eleito vice-presidente do Tribunal, ele comandará o TSE durante as Eleições Gerais de 2026.

Ambos foram indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre 2020 e 2021.

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A eleição ocorreu no plenário do TSE.

Todos os ministros utilizaram uma urna eletrônica, tal como nas eleições, para depositar o voto.

O resultado foi lido pela ministra mais nova do colegiado, Estela Aranha.

A posse dos ministros ainda não tem data confirmada e, segundo o TSE, será divulgada em breve.

Antes do início da votação, um servidor designado como mesário imprimiu a zerésima, comprovando que não havia nenhum voto na urna.

Em seguida, os sete ministros escolheram entre os números 10, para Kássio Nunes Marques, e 20, para André Mendonça.

Encerrada a votação, a ministra Estela Aranha, responsável por apurar o resultado, leu o boletim de urna e anunciou o resultado: 6 votos a 1 para o ministro Nunes Marques.

Continuidade do trabalho

Após a eleição dos sucessores, a ministra Cármen Lúcia, atual presidente da Corte, ressaltou a experiência dos magistrados e a responsabilidade inerente aos cargos, especialmente diante das eleições gerais que se aproximam.

Atual presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, ressaltou responsabilidade dos cargosAtual presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, ressaltou responsabilidade dos cargos | Foto: Reprodução/ TSE (Luiz Roberto)

Ela destacou a trajetória dos ministros e a confiança na continuidade do trabalho da Justiça Eleitoral:

Os ministros vêm desenvolvendo as suas condições de juízo com grande seriedade e responsabilidade, fazendo com que todos nós tenhamos, na cidadania brasileira, a tranquilidade de saber que a Justiça Eleitoral continuará a prestar o seu serviço e a desempenhar as suas atividades com o mesmo compromisso e a mesma responsabilidade que historicamente vem desempenhando.

O período de Cármen como ministra do TSE vai até agosto, mas a magistrada decidiu antecipar sua saída do tribunal para permitir que a transição de gestão possa ser iniciada.

Eu decidi, ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão da presidência deste TSE, iniciar o procedimento para eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição para equilíbrio e calma na passagem das funções aos que dirigirão a Justiça Eleitoral e conduzirão o processo eleitoral de outubro.

Ao agradecer a confiança dos colegas, Nunes Marques destacou a relevância da função:

É uma das maiores honras da minha vida poder ser eleito para presidir o Tribunal Superior Eleitoral.

Ao se dirigir ao novo presidente, o ministro André Mendonça destacou o compromisso de colaboração na gestão:

Eu, como vice-presidente, enquanto aqui estiver, tenha a certeza, estarei lhe auxiliando com todas as minhas forças para que vossa excelência tenha uma gestão exitosa e para que o TSE e a democracia brasileira tenham, neste ano, uma festa muito bonita de eleições, com o trabalho de todo o TSE, dos seus ministros e dos seus servidores.

Nunes Marques

Natural de Teresina (PI), Kassio Nunes Marques é pós-doutorado em direitos humanos – dos direitos Sociais e dos direitos difusos pela Universidade de Salamanca, Espanha, e em direito constitucional pela Universidade de Messina, Itália.

Doutor em administração hacienda y justicia pela Universidade de Salamanca, Espanha, e mestre em direito pela Universidade Autónoma de Lisboa, Portugal, é pós-graduado em ciências jurídicas pela Universidade Maranhense e graduado em direito pela Universidade Federal do Piauí.

Atuou como advogado nas áreas cível, trabalhista e tributária por 17 anos, entre 1995 e 2011. Foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí de 2008 a 2011 e desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região de 2011 a 2018, onde exerceu a vice-presidência, entre 2018 e 2020.

Tornou-se ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 e ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral em 2023, tendo assumido a vice-presidência da Corte em 7 de maio de 2024. Nunes Marques comandará o TSE durante as Eleições Gerais de 2026.

André Mendonça

Natural de Santos (SP), André Luiz de Almeida Mendonça é mestre e doutor em direito (Cum Laude), com menção de doutorado internacional pela Universidade de Salamanca, na Espanha, onde atua como professor do Programa de Doutorado em Estado de Derecho y Gobernanza Global.

Foi pesquisador e professor visitante da Universidade de Stetson, nos Estados Unidos, e leciona na graduação em direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie de Brasília, bem como em programas de pós-graduação no Brasil. Tem especialização em direito público pela Universidade de Brasília (UnB) e fez graduação em direito pela Instituição Toledo de Ensino (ITE) em Bauru (SP).

Foi diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade da Advocacia-Geral da União (AGU). Nesse período, recebeu o Prêmio Innovare, na categoria especial, com o tema "combate ao crime organizado".

Também foi corregedor-geral da AGU, assessor especial na Controladoria-Geral da União (CGU) e advogado-geral da União por duas vezes. Foi ainda ministro da Justiça e Segurança Pública. Tornou-se ministro do STF em 2021 e ministro efetivo do TSE em 2024.

Composição

O TSE é composto de, no mínimo, sete ministros: três são originários do STF, dois são do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois são representantes da classe dos juristas – advogados com notável saber jurídico e idoneidade – indicados pelo presidente da República.

Cada ministro é eleito para um biênio, sendo proibida a recondução após dois biênios consecutivos.

Atualmente, a Corte Eleitoral é presidida pela ministra Cármen Lúcia.

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