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Apreensão de ambulância da Cruz Vermelha causa polêmica na política friburguense

Situação da ambulância gerou um áudio do presidente da Câmara xingando supostamente o secretário de Ordem e Mobilidade Urbana

Por Matheus Oliveira
29/08/18 - 18:17
Apreensão de ambulância da Cruz Vermelha causa polêmica na política friburguense Alexandre Cruz teve áudio vazado após reclamar da apreensão da ambulância da Cruz Vermelha. | Foto: Banco de Imagem

A apreensão de uma ambulância da Cruz Vermelha na última sexta-feira, dia 24 de agosto, em operação da Secretaria Municipal de Ordem e Mobilidade Urbana (SMOMU) causou polêmica na política friburguense. Isso porque o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Friburgo, Alexandre Cruz (PPS) é protagonista de um áudio encaminhado ao diretor da Cruz Vermelha do município, Luiz Cláudio, vazado nas redes sociais, na última terça-feira, dia 29 de agosto, atacando outra pessoa com palavras como “vagabundo” e “porra”. Supostamente o áudio se referia ao secretário de Ordem e Mobilidade Urbana, Marques Henrique.

O veículo estaria estacionado na Rua José Eugênio Muller, no Centro da cidade, quando aconteceu a apreensão. No áudio, Alexandre afirma ainda que o prefeito Renato Bravo (PP) já havia mandando liberar o veículo, mas que não havia sido atendido.

Por telefone, o presidente do Poder Legislativo afirmou que no áudio fez um desabafo como cidadão e defendeu a necessidade da ambulância circular na cidade. “Isso tudo começou na sexta-feira, meu áudio foi enviado na segunda e eu como representante do povo fui solicitado e teve um momento em que cheguei ao meu limite. Desabafei como cidadão por ver a situação não se encaminhar. Estava no extremo”, disse.

“No momento que a gente vive na cidade e no país, você rebocar uma ambulância... Se estava certo ou errado, eu não sou técnico, mas é um serviço que todos necessitam, pois é um equipamento que a gente não pode perder. Foi uma indignação e pedi desculpas para a sociedade na Câmara por ter falado um ou dois palavrões. Mas defendi aquilo que acredito.”, disse, afirmando não saber quem vazou o áudio.

O presidente da Cruz Vermelha de Nova Friburgo, Luiz Claudio revelou que a ambulância parou em um local que estaciona costumeiramente e que depois houve ordens expressas para realizar a apreensão através do assessor do secretário de Ordem e Mobilidade Urbana.

“O agente de trânsito se negou a fazer, pois o veículo estava parado no local correto. Para não fazer uma apreensão ilegal, ele colocou no laudo que a operação ocorreu por ordem do secretário. Ele arrumou um problema desnecessário, pois é uma ambulância quer serve à população, inclusive, trabalhando em eventos públicos, sem receber um real do poder municipal”, afirmou.

“Ele alegou que não era uma ambulância e mandamos ele ver no sistema que era uma ambulância. Depois, o secretário alegou que estava com IPVA atrasado por dois anos. Cometeu outro engano, pois a Autran não tem competência para apreender veículos com IPVA atrasado, função essa que é da Polícia Militar e do Detran em blitz. Ele ainda alegou que me ligou e eu me neguei a retirar a ambulância. Em momento algum, recebi contato do poder público”, disse.

O presidente da ONG afirmou que desta maneira, a ambulância segue no pátio da SMOMU e que ainda não recebeu qualquer informação sobre os próximos passos, que o veículo estava legalizado e que levava pessoas doentes para realizar tratamentos de câncer em outros municípios da região.

“No Carnaval, trabalhamos por quatro dias e fomos elogiados pelo Poder Público. E agora me arrumam esse problema”, destacou. Ele afirmou ainda que recorreu ao vereador Alexandre Cruz, que tentou interceder pela situação e acabou fazendo um desabafo. Por fim, Luiz Cláudio negou que tenha vazado o áudio.

A reportagem entrou em contato com o secretário Marques Henrique, que preferiu não se pronunciar. De acordo com nota enviada à imprensa pela Prefeitura de Nova Friburgo, no final da tarde desta quarta-feira, 29 de agosto, a ambulância teria sido apreendida pelos agentes de trânsito porque estava estacionada em desacordo com o Código Brasileiro de Trânsito. Ainda segundo o Executivo, a vaga em que o veículo estava estacionado, de fato, era destinada à ambulância, porém, apenas para o embarque e desembarque de pacientes de uma clínica médica situada em frente a ela.

Ainda de acordo com Prefeitura, a liberação da ambulância da Cruz Vermelha depende da quitação da multa aplicada para a infração e de outras anteriores, além ainda da regularização do IPVA que, segundo o Executivo, está em atraso desde 2015.


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