Cirurgia reparadora palpebral

Por Glauco Rocha
07/05/19 - 15:43

Até então, em nossa coluna, discorremos somente sobre as cirurgias de finalidade estética. Há, porém, outro segmento da cirurgia plástica não menos importante, e, segundo alguns, talvez mais importante, que é a cirurgia reparadora, agindo no paciente da mesma forma no resgate da autoestima, da autoconfiança e do equilíbrio psicoemocional dos pacientes.

A cirurgia reparadora/reconstrutora tem papel relevante na restauração de formas, contornos, movimentos e funcionalidades do corpo humano devido à perda destes em função de defeitos congênitos, anormalidades adquiridas através de traumas e ferimentos, anormalidades adquiridas decorrentes de doenças e patologias do nosso organismo. Podemos citar, ainda, alterações devido ao estilo de vida (obesidade) e circunstâncias do modo de vida atual.

Falaremos hoje sobre as alterações na anatomia e funcionalidades das regiões palpebrais, que causam disfunções e limitações parciais muitas vezes totais dos órgãos da visão.

Estamos nos referindo a quatro patologias que podem ocorrer nestas regiões palpebrais e que são as mais frequentes: ptose palpebral, ectrópio, entrópio e triquíase.

A ptose palpebral, palavra que vem do grego "ptôsis" quer dizer queda, caída, descenso. É ocasionada pela perda em variáveis níveis das funções do sistema elevador das pálpebras. Esta perda de função provoca diminuição do campo visual com consequente perda de qualidade de vida. A correção é cirúrgica, podendo ser utilizadas várias técnicas indicadas de acordo com o grau de gravidade de cada caso (leve, moderado, ou grave), restabelecendo, adequadamente, dentro do possível, as funções de abrir e fechar os olhos.

O ectrópio palpebral é definido pela situação patológica de eversão com queda da margem palpebral inferior, provocando maior exposição do globo ocular, com perda da função protetora deste segmento palpebral. Esta anomalia possibilita o surgimento de conjuntivites, úlceras da córnea e até perda da visão. Pode ser de forma congênita ou adquirida.

A correção cirúrgica restaura a normalidade anatômica desta margem palpebral evitando, assim, danos ao globo ocular.

O entrópio palpebral é uma anomalia da posição da borda livre palpebral, a qual revira para dentro fazendo com que os cílios entrem em contato direto com o olho, provocando dor, irritações e lacrimejamentos constantes que podem transformar-se em transtornos diários para o paciente. Pode ter origem congênita, senil, espástica e cicatrial.

Sua correção cirúrgica restabelece sua normalidade, reposicionando, de modo correto, sua anatomia.

E por último a triquíase, que consiste em anomalia adquirida na qual os cílios são desviados de sua posição natural, direcionando-se contra a superfície ocular, ocasionando distúrbios semelhantes ao entrópio, mas exigindo correções cirúrgicas distintas, visto ser de origem também diferente. Sua correção cirúrgica também objetiva a normalidade anatômica, mas, visando ao adequado direcionamento dos cílios.


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