O Sistema de cabo submarino Monet interligando Boca Ratón na Flórida a Fortaleza e Santos já está totalmente operacional.

Por Paul Holfinger
21/06/18 - 10:32

O uso crescente da internet por PCs, tablets e smartphones pode provocar congestionamentos, causando sérios transtornos às conexões que exigem grandes taxas de transferência em tempo real.

Cabo Subimarino Cabo Subimarino

As conexões intercontinentais via satélite tem um inconveniente: os satélites artificiais geo-estacionários estão todos no denominado Anel de Clarke, uma região onde a força gravitacional da Terra e a força centrífuga de todos os corpos que giram com a mesma velocidade angular da Terra se anulam. Esta região fica a aproximadamente 36 mil km de distância da Terra acima do cinturão do Equador.

As ondas de rádio, mesmo viajando a 300 mil km/s levam alguns milisegundos para percorrer o trajeto Terra-satélite duas vezes (ida e volta) causando um retardo (delay) que para algumas aplicações da Internet parece uma eternidade. É por causa deste delay que em reportagens internacionais de telejornais ao vivo existe um tempo de espera entre o entrevistador que faz a pergunta e o entrevistado que o responde.

Os cabos submarinos de fibra óptica também provocam um delay, mas é tão pequeno que acaba sendo imperceptível.

Anel Clarke Anel Clarke

De acordo com a Angola Cables, o sistema de cabo Monet foi concluído, estando totalmente operacional desde 8 de maio de 2018. O cabo submarino abrange 10556 km, conectando Boca Ratón na Flórida, a Fortaleza e Santos no Brasil. O cabo possuindo 6 pares de fibra óptica tem uma capacidade inicial maior ou igual a 64Tbps.

O sistema de cabo Monet é de propriedade da Algar Telecom (Brasil), Angola Cables (Angola), Antel (Uruguai) e Google.



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