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Patrulha Maria da Penha completa dois meses. Saiba quais são os números do programa

Polícia Militar divulgou balanço da iniciativa, que presta atendimento estruturado e especializado aos casos de violência doméstica no estado do Rio de Janeiro

Por Redação Multiplix
23/10/19 - 10:55
Patrulha Maria da Penha completa dois meses. Saiba quais são os números do programa Em dois meses, Patrulha Maria da Penha acumula mais de 1.100 fiscalizações de medidas protetivas | Foto: Divulgação/Philippe Lima (Governo do Estado)

Lançado há pouco mais de dois meses, o programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida - acumula 1.161 fiscalizações de medidas protetivas, 642 visitas de acompanhamento e assistência à mulher vítima de violência e 11 prisões de agressores. Ao todo, cerca de 200 agentes compõem o programa em todo território estadual. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 23, pela assessoria da Polícia Militar.

Inspirado em experiências pontuais em cidades do estado do Rio de Janeiro e em outros municípios do país, a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro concebeu o programa para prestar atendimento estruturado e especializado aos casos de violência doméstica em todo o território fluminense.

Trata-se de uma iniciativa de segurança pública estratégica, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e outras instituições públicas e da sociedade civil. As denúncias de violência doméstica (na maioria dos casos contra mulher) lideram com larga margem o ranking dos acionamentos ao Serviço 190, na Região Metropolitana, e às salas de operações dos batalhões do interior.

“Os primeiros números são muito promissores. Mostram que estamos no caminho certo para reverter o inaceitável índice de violência contra mulheres”, comemora a major Cláudia Moraes, da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e uma das responsáveis pela implantação do programa.

Ainda de acordo com a major, no longo prazo, com a redução do número de chamadas do Serviço 190 para atender casos de emergência de violência doméstica, a PM terá maior disponibilidade para ampliar o patrulhamento nas ruas e para atender outros tipos de chamada. “Além de intolerável sob todos os aspectos, a violência doméstica ainda impacta na segurança pública em geral”, observa.

Para ela, não há dúvidas de que, na medida em que o Patrulha Maria da Penha for ganhando visibilidade e conquistando ainda mais a confiança das mulheres (muitas delas sofrem violência caladas por constrangimento), os resultados do programa serão ainda mais expressivos.

O primeiro levantamento estatístico feito sobre o trabalho dos policiais militares do Patrulha Maria da Penha confirma a tendência observada nas ligações feitas ao Serviço 190. Das 1.161 fiscalizações de medidas protetivas feitas até agora, 41% ocorreram na capital, 30% na Baixada Fluminense e 29% nas demais regiões do estado.