SES-RJ alerta para aumento de casos de caxumba e baixa cobertura vacinal no estado
Segundo secretaria, crianças são as mais atingidas pela doença; Nova Friburgo não está entre os municípios de atenção prioritária
A proteção contra a caxumba pode ser feita com a aplicação da vacina tríplice viral
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Foto: Reprodução/SES-RJ
O mês de maio começou com um alerta da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) aos pais de crianças e adolescentes para a necessidade de vacinação contra a caxumba.
Isso porque, de acordo com a pasta, em meio à queda da cobertura vacinal, os casos da doença cresceram no território fluminense.
Segundo dados da Gerência de Doenças Imunopreveníveis da SES-RJ, tiveram 395 registros no primeiro trimestre de 2026.
No mesmo período de 2025, o estado teve 210. Ou seja, neste ano, foram 185 ocorrências a mais.
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A secretaria ainda ressalta que as crianças são as mais atingidas pela doença.
Números divulgados pela SES-RJ mostram que mais da metade dos casos foi registrada em pacientes com menos de nove anos: 37% de cinco a nove anos e 26% de um a quatro anos.
Até o momento, não há registro de surto nem óbito causado pela doença.
Para o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mário Sérgio Ribeiro, essa elevação de registros de caxumba está atrelada à baixa vacinação:
O sistema de monitoramento da Secretaria identificou uma elevação significativa de casos de caxumba. Isso indica que os responsáveis não estão levando as crianças para vacinar. A doença ainda está ativa e a vacina, que está disponível nos postos, é a única forma de prevenção contra a doença.
A proteção contra a caxumba pode ser feita com a aplicação da vacina tríplice viral, que previne também contra sarampo e rubéola.
A indicação, para a primeira dose, é aos 12 meses. A segunda, aos 15 meses, com a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
Além disso, adolescentes e jovens até 29 anos devem tomar duas doses, caso não tenham sido vacinados no período recomendado. Para adultos de 30 a 59 anos, é indicada uma dose.
A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 95% do público-alvo.
De acordo com a SES-RJ, no estado, atualmente, há uma cobertura de 85,62% (D1) e 70,03% (D2).
A pasta ainda destacou que Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Belford Roxo são municípios com atenção prioritária.
Em relação à cidade de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde informou, nesta terça-feira, 5, "que, em 2026, no período de 1/01 a 5/05, foram registrados 3 casos notificados de caxumba, sendo 1 confirmado e 2 descartados".
No mesmo período de 2025, foram 2 notificações e confirmações.
Já em todo o ano passado, a pasta detalha que "foram 6 casos notificados, com 5 confirmações e 1 descartado".
Segundo a prefeitura, os dados são do Sinan e estão sujeitos à revisão.
Sobre a faixa etária desses casos, a secretaria municipal relatou o mesmo cenário do estado: "observa-se maior ocorrência entre crianças":
Em 2026, os casos notificados foram registrados em 2 pacientes de 1 a 10 anos e 1 de 40 a 50 anos. Em 2025, a maioria dos casos também se concentrou entre 1 e 15 anos.
De acordo com dados da pasta, a cobertura vacinal no município apresenta os seguintes índices: tríplice viral 1ª dose com 87,50% e 2ª dose com 73,75%.
Para os interessados na vacinação contra caxumba em Nova Friburgo, o governo municipal informou os seguintes locais e horários:
- Ecocard (Centro), das 8h às 16h30
- UBS Waldir Costa (Conselheiro Paulino), das 8h às 13h
- UBS Tunney Kassuga (Olaria), das 8h às 18h
- UBS José Copertino (São Geraldo), das 8h às 13h
- UBS Ariosto Bento Mello (Cordoeira), das 8h às 16h30
Como ocorre a infecção
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a caxumba é uma infecção viral aguda, caracterizada pelo aumento e inflamação das glândulas salivares, principalmente as parótidas, gerando inchaço no rosto.
Os sintomas incluem febre, dor ao mastigar, dor de cabeça e de garganta.
A transmissão ocorre por gotículas de saliva e os sintomas surgem de 12 a 25 dias após o contato com o vírus.
A pasta também informa que os riscos incluem meningite viral, surdez neurossensorial, encefalite e pancreatite.
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