Atleta friburguense conquista 2º lugar no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu, em São Paulo
Eder Carpi conquista segunda medalha nacional após preparação intensa para o Campeonato Brasileiro e história de superação
Atleta friburguense se destacou em campeonato brasileiro de jiu-jítsu, na última semana, em São Paulo
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Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal
O friburguense Eder Carpi conquistou o segundo lugar no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu 2026, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu (CBJJ), na última quinta-feira, 30, em Barueri, São Paulo.
Representando a Academia Monster Factory, de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, o atleta subiu ao pódio na categoria Master 4, faixa roxa, consolidando sua segunda medalha em competições nacionais.
A prata deste ano sucede a vitória de 2025, quando Eder foi campeão brasileiro na categoria Master 4, faixa azul, pesadíssimo.
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O título nacional desta edição ficou com Michelangelo Pimental, de Teresópolis, também na Região Serrana do Rio.
Em conversa com a reportagem, na manhã desta segunda-feira, 4, Eder destacou a relevância da competição no calendário do esporte e o peso da conquista:
Disputar o brasileiro é um feito muito ímpar! O campeonato brasileiro é um dos mais disputados no jiu-jítsu, né? E o sentimento de ser segundo lugar é indescritível. Foram três lutas, três lutas muito duras, com pessoas mais novas do que eu. É uma grande vitória pessoal, eu estar no pódio e ser o vice-campeão brasileiro de 2026, na minha categoria.
Além do resultado individual, Eder destacou o desempenho coletivo da equipe friburguense.
Segundo ele, a delegação ampliou sua participação e aumentou o número de medalhas conquistadas em relação ao ano anterior.
Ano passado, nós fomos com três competidores e, este ano, nós fomos em cinco. Então acho que a gente teve um feito muito bacana. Ano passado, a gente conseguiu duas medalhas, a minha de ouro e uma [de outra pessoa] de bronze. E, este ano, nós já conseguimos a minha de prata e duas de bronze, do Paulo Lamblet e do Victor Emmerick. Então, além de um feito pessoal, é um feito muito bacana para a academia do nosso mestre Alessandro Borghi, a Monster Factory.
Para chegar ao Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu, Eder conta que a preparação envolveu rotina intensa de treinos técnicos e físicos ao longo de todo o ano, com foco reforçado nos meses que antecederam a competição.
A gente treina o ano inteiro, né? A gente não para! Mas os dois últimos meses, a gente faz uma preparação específica pra isso. O mestre Alessandro faz uma preparação específica pra gente e eu faço uma preparação específica na academia, com o personal Gabriel. Então, a gente se prepara tanto no tatame quanto fisicamente na academia. Num período aí de dois meses, dois meses e meio antes do campeonato.
Vida transformada através do esporte
A trajetória do friburguense no jiu-jítsu começou em 2021, motivada por uma mudança de rotina após problemas de saúde.
Ele diz que, há seis anos, chegou a ficar acamado e sem andar por quase 60 dias.
Na época, ele fazia tratamento para hipertensão arterial em estágio avançado, diabetes e problemas renais, que o colocaram em risco de morte, segundo avaliações médicas.
O esporte, no entanto, surgiu como alternativa ao sedentarismo.
Eu precisei entrar em outra rota, né? Pra sair do sedentarismo, pra poder estabilizar um pouco o caos de saúde que eu passava. E conheci o Jiu-Jítsu.
Segundo o atleta, além de proporcionar melhor qualidade de vida, o esporte também transformou a sua relação familiar.
Além da prática do Jiu-Jítsu me fazer muito bem, foi um esporte que me aproximou mais do meu filho. Porque nós começamos juntos isso, eu e o meu filho, o Murilo. Então era um momento muito bacana de pai e filho, e isso agora virou uma rotina na nossa vida.
Além de proporcionar ao atleta melhores condições de saúde, o esporte ainda o aproximou mais do filho | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Próximos passos
Depois de levar para casa a medalha de prata pelo Campeonato Brasileiro de Jiu Jitsu, Eder avalia os próximos passos no calendário esportivo.
Atual bicampeão estadual, com títulos conquistados em 2024 e 2025, ele ainda não confirma presença no Campeonato Estadual deste ano, devido a uma lesão no ombro sofrida recentemente.
Eu sofri uma pequena lesão no meu ombro, porque são dois campeonatos que eu me preparo o ano todo para lutar, que é o Brasileiro, que acontece em abril, maio, e o Estadual, que acontece sempre em junho, julho. Só que esse ano o Estadual antecipou agora para maio, para o próximo final de semana e eu ainda não sei se vou lutar. Não sei se eu vou ter condições físicas para isso.
Mesmo com a indefinição para esta próxima competição, Eder reforça que segue focado nos dois principais objetivos do calendário.
São os dois campeonatos apenas que eu me preparo para lutar, que é o Brasileiro e o Estadual.
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