Ministério da Saúde lança primeira versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante
Caderneta contém informações sobre cidadania, saúde mental, luto materno e parental e violência obstétrica
A partir de agora a gestante passa a contar com as versões física e digital da Caderneta Brasileira da Gestante
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Foto: Divulgação/Ministério da Saúde (Rafael Nascimento)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou na última terça-feira, 12, a nova Caderneta Brasileira da Gestante, em versão digital, disponível em aplicativo.
Considerado estratégico na qualificação do pré-natal e na organização da linha de cuidado materno-infantil em todo o país, o documento traz novidades como informações de cidadania, incluindo saúde mental, luto materno e violência obstétrica.
Além disso, busca permitir que a gestante realize o acompanhamento mais qualificado de forma mais prática e ágil, com a integração dos diferentes pontos da rede assistencial na palma da mão.
A apresentação aconteceu na Maternidade Escola da UFRJ/HU Brasil, no Rio de Janeiro.
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Durante o lançamento, o ministro também apresentou a nova campanha de incentivo à doação de leite humano do Ministério da Saúde.
Segundo ele, os bancos garantem a oferta de leite humano para bebês prematuros ou de baixo peso internados em unidades neonatais, além de oferecer orientação e suporte para que mais mulheres possam amamentar com segurança.
Mais do que uma atualização editorial, que também traz orientações sobre doação de leite e amamentação, a nova versão da Caderneta da Gestante incorpora evidências científicas atualizadas, qualifica o registro das informações clínicas e amplia o acesso das gestantes a orientações sobre gestação, parto, puerpério e cuidados com o recém-nascido.
A nova edição, segundo Alexandre Padilha, também passa a incorporar temas fundamentais para a integralidade do cuidado, como saúde mental, luto materno e parental, equidade, direitos das gestantes, enfrentamento das violências e cuidado compartilhado:
Tradicionalmente, as nossas cadernetas da gestante eram as cadernetas do pré-natal, porque as orientações, os registros, as informações eram quase exclusivamente daquilo que se faz no pré-natal, o que é muito importante, pois a gente sabe que uma boa gestação começa ali, no pré-natal que é realizado na Atenção Primária.
A partir de agora, a gestante passa a contar com as versões física e digital da Caderneta Brasileira da Gestante.
Serão distribuídos 3,2 milhões de exemplares em todo o Brasil, além da disponibilização da versão digital, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital, disponível em iOS e Android.
O miniapp foi desenvolvido para que a gestante navegue pelos conteúdos por capítulos e temas, além de utilizar uma ferramenta de busca para localizar rapidamente as informações desejadas.
Alinhada aos princípios norteadores da Rede Alyne, a iniciativa reforça o compromisso da pasta com uma assistência mais humanizada, integrada e resolutiva.
O foco principal permanece na redução da mortalidade materna e na mitigação das desigualdades históricas no atendimento, assegurando que o SUS ofereça um padrão de excelência desde o primeiro contato da gestante com a unidade de saúde até o período pós-parto.
Abordagem Integral e Humanizada
O Ministério da Saúde incorporou, como campos de registro, informações sobre acompanhante, métodos de alívio da dor, posições para o parto, procedimentos a serem evitados e expectativas para a cesariana, além de orientações sobre os cuidados específicos do período puerperal e a necessidade de suporte da rede de apoio e da família à pessoa puérpera.
A expectativa é a gente qualificar esse momento tão especial para as famílias brasileiras que é o momento do parto.
, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
A estrutura da nova caderneta dedica seções exclusivas ao enfrentamento da violência de gênero e à garantia de direitos fundamentais.
O combate às desigualdades sociais é abordado de forma ativa, com conteúdo específico voltado ao enfrentamento do racismo institucional e das disparidades raciais que ainda persistem nos indicadores de saúde.
A caderneta também avança ao reconhecer as especificidades das populações do campo, da floresta e das águas.
Ao incluir informações adaptadas a essas realidades, o Ministério da Saúde quer garantir que o cuidado seja sensível às diferentes formas de vivenciar a gestação em um país de dimensões continentais e grande pluralidade cultural.
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