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Infectologista de Nova Friburgo fala sobre a recuperação do covid-19

Profissional esclarece ainda dúvidas sobre a doença que afeta todo o planeta

Por Matheus Oliveira
13/05/20 - 11:24
Infectologista de Nova Friburgo fala sobre a recuperação do covid-19 Infectologista afirma que ainda está em análise a chance das pessoas serem novamente infectadas pelo coronavírus | Foto: Banco de Imagem

A recuperação do covid-19 vem dando motivos de alegria para todo o mundo em meio à pandemia. Entretanto, tal situação, deixa muitas perguntas e poucas respostas. Para esclarecer questionamentos em relação ao assunto, falamos com a infectologista do Hospital Unimed de Nova Friburgo, Patrícia Hottz.

A profissional da área de saúde destaca que a recuperação depende do quadro clínico de cada paciente.

“Se a pessoa não tiver comorbidades e contar apenas com um quadro gripal, ela vai se recuperar tranquilamente e sem sequelas. Entretanto, quem apresenta um quadro mais grave, pode apresentar alguma sequela. Já existem relatos de pacientes que tiveram sequelas pulmonares como fibroses e tromboses”, declara Patrícia.

Uma pergunta constante que vem tomando conta da rotina dos brasileiros é se as pessoas recuperadas podem retomar suas atividades ou se ainda correm o risco de transmitir o vírus. Patrícia destaca que quem se recupera pode retomar as atividades, desde que tome as medidas de prevenção.

“A pessoa recuperada pode retomar as atividades, mas tomando os cuidados necessários usando máscara e álcool em gel. Não sabemos por quanto tempo pode ocorrer a transmissão do vírus. Vamos aprender algumas respostas com o tempo”, afirma.

Ainda de acordo com a médica infectologista, o período de maior transmissibilidade é a primeira semana. "Mas já encontramos relatos de transmissão 50 dias após um paciente ter contraído o vírus. Não sabemos então por quanto tempo ele pode ser transmitido. Para os profissionais da saúde infectados, o protocolo é que o paciente fique isolado por 14 dias e retorne após estar 72 horas assintomático”, explica.

A profissional de saúde de Nova Friburgo, questionada sobre as diferenças entre alta laboratorial (quando o exame detecta a ausência do vírus) e clínica (ausência de sintomas), informa que os especialistas não possuem uma resposta sobre quanto tempo o vírus permanece no organismo humano e que o Brasil não possui testes para informar tal situação.

“Não existe uma resposta definitiva sobre esta questão de quanto tempo o vírus permanece no organismo, mesmo após a cura. Não temos testes suficientes nem para a realização de diagnósticos. Porém, a pessoa testar positivo após se curar não quer dizer que ela ainda transmita o vírus”, explica.

Por fim, a profissional de saúde destaca que ainda não se sabe se uma pessoa curada cria anticorpos ou pode ser novamente infectada.

“Não sabemos se a cura provoca uma espécie de memória imunológica nos curados. Já sabemos de relatos na China, o primeiro país a ter o surto, de pessoas que contraíram novamente o vírus. Os profissionais de saúde não têm certeza se é uma nova infecção ou uma reincidência da doença, e se nesta nova infecção os sintomas reaparecem. Recomendo a quem se curar, a manter os cuidados necessários como o uso de máscara, lavar as mãos e utilizar álcool em gel”, finaliza Patrícia.


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