Piloto de parapente fica preso na Pedra do Imperador, em Friburgo, e é resgatado pelos Bombeiros

O esportista teria sofrido o acidente em razão de uma rajada de vento. Resgaste durou cerca de oito horas

Por Matheus Oliveira
24/01/19 - 12:13
Piloto de parapente fica preso na Pedra do Imperador, em Friburgo, e é resgatado pelos Bombeiros Resgaste do piloto foi realizado durante a madrugada desta quinta | Foto: Cláudio Tardin

O Corpo de Bombeiros de Nova Friburgo, com o auxílio da Cruz Vermelha e do Centro Excursionista Friburguense, resgatou, na madrugada desta quinta-feira, dia 24 de janeiro, o piloto de parapente Jackson da Silva Pinto, de 40 anos, na Pedra do Imperador. O resgaste durou das 20h de quarta-feira até às 4h de quinta.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a vítima teve uma fratura no pulso e uma luxação no ombro, sendo encaminhada ao Hospital Municipal Raul Sertã. O comandante do 6º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM- Nova Friburgo), o tenente-coronel Alexandre Pitaluga, contou detalhes do resgate.

"Comandamos a operação por uma questão de hierarquia e fizemos o que é nosso dever, resgatar uma vida. Comandamos o procedimento e tivemos ajuda do Centro Excursionista, além do auxílio da Cruz Vermelha, que, em um primeiro momento, ofereceu equipamento e através de um outra trilha realizou contato com a vítima", declara.

O presidente da Cruz Vermelha de Nova Friburgo, Luiz Claudio Rosa, deu detalhes sobre o socorro do esportista: “ele fez um pedido de socorro para um amigo em um grupo de voo livre e um piloto de parapente da Cruz Vermelha acionou nossa equipe, que foi até o local e auxiliou o trabalho de resgaste do 6º GBM. Nos aproximamos e direcionamos a trilha que os Bombeiros deveriam seguir para resgatar o piloto”, afirma.

Pedra do Imperador, local onde o homem ficou presoPedra do Imperador, local onde o homem ficou preso | Foto: João Luccas Oliveira

O instrutor de rapel da Cruz Vermelha, Paulo Alexandre Wenderroschy, foi um dos integrantes da equipe da instituição, que, por conhecer a região, participou da operação de resgaste e apontou que o local era de difícil acesso.

“Eu e um outro colega, o Gilvan Muniz, realizamos esse trabalho de resgaste e de entrar em áreas de difícil acesso. Quando chegamos, os bombeiros estavam em uma trilha preparando o resgaste. Fomos por outra direção, nos aproximamos e realizamos o contato visual, passando a conversar com o Jackson. Desta forma, de onde a gente estava, começamos a direcionar os militares”, destacou.

De acordo com informações da Cruz Vermelha, o colega de voo do piloto informou que eles saltaram por volta das 12h e as condições eram boas. Entretanto, ele recebeu uma rajada de vento na frente da vela, sem tempo de realizar a abertura, o que o deixou preso a 140 metros do topo da montanha.

Segundo instrutores da Cruz Vermelha, para se iniciar no parapente é necessário tomar alguns cuidados. O primeiro deles é procurar um clube e um instrutor capacitado para ter aulas e ouvir as orientações. Também é necessário ter um equipamento de segurança como rádio de comunicação e apito. Para os iniciantes, é importante ter equipamentos reforçados para realizar os voos. Por fim, o instrutor destaca que o parapente é um esporte que não deve ser realizado sozinho e que deve ter as regras respeitadas.