Empresários fluminenses demonstram mais otimismo com o mercado a longo prazo

Por sua vez, a expectativa para o mercado no mês de maio é menor que nos próximos três meses

Por Redação Multiplix
30/04/19 - 16:57
Empresários fluminenses demonstram mais otimismo com o mercado a longo prazo Empresários afirmam que dinheiro não circula e economia está paralisada | Foto: Banco de Imagem

Com expectativa de melhora na economia, os empresários do estado do Rio de Janeiro estão otimistas para os cenários econômicos do país e do estado nos próximos três meses e preocupação a curto prazo, com queda na confiança para o próximo mês (maio), de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec/RJ) para a Fecomércio-RJ.

No território fluminense, os empresários demonstram mais otimismo para os próximos três meses (49,7%) do que para o próximo mês (40,3%). Na média, no entanto, os empresários fluminenses estão menos otimistas em relação à economia do Rio. E essa postura é justificável. Existem razões para se acreditar que a crise econômica que tornou os brasileiros mais pobres em 2015 e 2016 foi ainda mais grave no estado do Rio de Janeiro. Enquanto a variação acumulada nos últimos 12 meses do IBC, índice do Banco Central que mede a atividade econômica com frequência mensal, tornou-se positiva para o Brasil a partir de setembro de 2017, continua negativa para o Rio. Entre janeiro e fevereiro, o índice apresentou queda de 1,75% na série com ajuste sazonal, quarto pior resultado mês/mês em toda a série histórica.

De acordo com o empresário friburguense Sérgio Abreu dos Santos, o começo deste ano foi de alta expectativa com a troca de governantes, mas a economia paralisada e os atos do governo dificultam a circulação do dinheiro no comércio local. Ele ressalta, porém, que as datas comemorativas do segundo semestre devem aumentar as vendas.

“Sempre pensamos de forma positiva, mas, este ano, no primeiro semestre, foi complicado. A nossa expectativa estava alta, mas os erros do governo têm atrapalhado a economia. O pessoal está com muito medo de consumir e gastar, e, depois, fazer falta. Este ano começou pior do que terminamos o ano passado, quando havia a indefinição sobre o presidente. Neste segundo semestre, além do Dia das Mães, que é em maio, temos o Dia dos Namorados, dos Pais, além de, no inverno, se consumir mais alimentos, o que gera uma expectativa de melhora no movimento do comércio. Mas no momento, a situação é complicada”, afirma.

O também empresário friburguense, Alex Oliveira, destaca que o cenário ainda é de retração e instabilidade, mas com sinais de melhora.

“Vivemos em um cenário instável e de dificuldade, mas acredito que existam sinais de melhoras e que as coisas estão mudando. O país começa a buscar um novo rumo e observamos que os desvios diminuíram e isso gera credibilidade e confiança, pois muitos empresários têm dinheiro para investir, mas ficam receosos de aplicar os recursos em meio a tudo que o país passa e já passou. Então, a impressão que tenho do mercado atualmente é de que as coisas começam a fluir”, relata.

Economia nacional

O número de empresários que disse estar confiante ou muito confiante para os próximos três meses na economia brasileira (54,2%) permaneceu superior ao número de empresários que disse estar confiante ou muito confiante para o próximo mês (52%), no monitoramento de abril. No entanto, houve uma diminuição da distância entre o otimismo de longo e curto prazos, que registrou valor igual a 9,4 pontos percentuais em março. A redução se deve à queda do percentual de empresários confiantes ou muito confiantes para os próximos três meses, já que a apuração de março registrou valor igual a 60,6%.

A redução confirma a queda já observada entre a apuração de fevereiro e março, indicando que a demora de reação da economia pode estar começando a contaminar as expectativas mais longas.

O levantamento, apurado pelo Instituto Fecomércio-RJ de Pesquisas e Análises (IFec), apresentou questões sobre as expectativas de melhora para a economia em âmbito nacional e local. Também foram monitoradas as expectativas para o mês de maio.