Uma viagem pelo passado: Historiadora lança livro “Nova Friburgo 200 anos”

Lançamento acontecerá nesta quinta-feira a partir das 19h, na Fundação Dom João VI

Por Matheus Oliveira
28/06/18 - 13:52
Uma viagem pelo passado: Historiadora lança livro “Nova Friburgo 200 anos” Vanessa Menixenco. | Divulgação

Mergulhando na história de Nova Friburgo através de fotos e relatos históricos, a historiadora Vanessa Melnixenco lança, nesta quinta-feira, dia 28 de junho, às 19h, na Fundação Dom João VI, o livro Nova Friburgo 200 anos – da memória do passado ao projeto de futuro. A obra física, com edição limitada, será vendida no mesmo local do lançamento. Também será disponibilizada uma versão digital, que será distribuída gratuitamente para estudantes das redes pública e privada. A Fundação Dom João VI fica localizada na Praça Getúlio Vargas, 71.

A ideia da obra foi proposta pela Coordenara do Comitê Nova Friburgo 200 anos, Cristina Bravo, e Vanessa recebeu, através do presidente da Fundação D. João VI, Luiz Fernando Folly, a missão de escrever o livro e visitar antigas memórias da cidade da Região Serrana. A publicação conta com 250 páginas. Este é o primeiro livro solo da historiadora, que possui outras quatro produções como coautora. Em entrevista ao Portal Multiplix, ela explicou como o livro foi concebido.

“(...) A realização do intento ficou por conta de Armando Daudt, gestor da empresa Novas Direções, que há 34 anos se dedica à criação e produção de empreendimentos culturais. A empresa viabilizou a edição do livro através do apoio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A conquista do selo do Ministério da Cultura confirma o mérito e a relevância da obra Nova Friburgo 200 anos no contexto nacional. As mais de 250 páginas do livro contam com o belíssimo trabalho de editoração realizado por Érika Castro e Luiz Diego Castro Menezes Lessa que pensaram nos mínimos detalhes e deram vida à história de Nova Friburgo na forma de litogravuras, mapas, plantas e fotografias provenientes de acervos nacionais e internacionais, além das aquarelas do artista Raimundo Porpino Peres que ilustram, de modo onírico, monumentos da paisagem friburguense. O texto ainda foi traduzido para o francês na sua integralidade por Annette Bordage Bessa, coordenadora pedagógica da Aliança Francesa”, explicou, completando em seguida. 

“Nosso objetivo foi produzir uma obra de referência sobre a história de Nova Friburgo, com uma escrita leve e uma linguagem visual atrativa, a partir da qual o leitor pudesse conhecer a cidade e o que já se falou sobre ela. Dessa forma, tivemos o cuidado de citar os principais pesquisadores que já se dedicaram à história de Nova Friburgo, tornando o livro um recurso que possibilite o despertar de novos caminhos para os estudos sobre nossa cidade”, destacou.

O livro tem como pano de fundo uma ideia de futuro para o município. Questionada sobre este projeto, a autora falou que o objetivo é deixar um legado e inserir toda a sociedade na história friburguense.

“Nova Friburgo é uma cidade com uma bibliografia riquíssima. Diferentes autores já se debruçaram sobre sua história. Tais produções, no entanto, são de ordem acadêmica, não atingindo a grande parte da população. Com este livro, a história de Nova Friburgo poderá ser acessada de forma simples possibilitando a quebra das habituais barreiras que afastam e fazem com que grande parte da população permaneça excluída e não pertencente ao saber historiográfico. O objetivo do livro Nova Friburgo 200 anos é, portanto, permitir a difusão do conhecimento democraticamente, de forma que todo cidadão friburguense possa ter acesso e se ver parte e sujeito da história de sua cidade. Não há construção de um futuro digno e justo para a coletividade sem uma consciência sobre o passado. Ao tomar posse desse conhecimento, ou seja, da "memória do passado", acreditamos que os friburguenses terão maiores possibilidades de preservar seu patrimônio e construir um "projeto de futuro" justo para a cidade”, destacou.

Ela comentou que a maior dificuldade para produzir o livro foi correr contra o tempo, pois o processo começou em agosto de 2017 e tinha de ser finalizado na semana do aniversário de Nova Friburgo, no dia 16 de maio. Durante o processo de criação, Vanessa revelou ter encontrado informações relevantes, mas antes desconhecidas para os friburguenses.

“Acredito que o mais interessante ao longo da pesquisa foi nos deparar com curiosidades ou dados inéditos sobre a história de Nova Friburgo. Tivemos, por exemplo, acesso aos documentos de compra dos terrenos que deram origem à colônia e descobrimos o nome do projetista de Nova Friburgo, o Coronel Francisco Cordeiro da Silva Torres e Alvim, Visconde de Jurumirim, o qual não tínhamos conhecimento antes da escrita do livro. Sempre ouvíamos falar de um tal de "capitão Cordeiro", mas não tínhamos mais dados relevantes sobre o personagem. Foi uma bela surpresa descobrir esta informação em meio ao processo de escrita”, disse.

Por fim, ela espera que o lançamento proporcione ao público um maior conhecimento da cultura e da história local.

“Espero que, na noite de hoje, o público presente seja heterogêneo: não só composto por pesquisadores, mas também por leigos que admiram Nova Friburgo e buscam conhecer mais sobre a sua história. E, claro, que todos apreciem a beleza gráfica e textual do livro, levando para suas casas mais do que um exemplar bonito, mas um repositório de conhecimento”, finalizou.