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Berço da poesia Nova Friburgo tem nomes conhecidos e premiados

Dia 20 de outubro foi escolhido para homenagear os poetas do Brasil

Por Redação Multiplix
20/10/20 - 15:25
Berço da poesia Nova Friburgo tem nomes conhecidos e premiados A poeta e escritora friburguense Simone Brantes | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Dia Nacional do Poeta é hoje, dia 20 de outubro. Não há uma lei que oficialize a data, mas, extraoficialmente, o dia foi escolhido pelos brasileiros para homenagear os poetas do país. Nova Friburgo, na Região do Rio, é berço da poesia, com nomes conhecidos e premiados que exaltam o nome e a beleza do município em suas obras.

O dia 20 de outubro foi escolhido como Dia Nacional do Poeta por causa do Movimento Poético Nacional, que aconteceu na mesma data em 1976, na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro, Paulo Menotti Del Picchia. A celebração é para homenagear este momento ímpar para os poetas do Brasil.

Na Região Serrana do Rio, Nova Friburgo se destaca através dos movimentos literários e pelo caminho dos poetas e escritores que nasceram e passaram pela cidade, levando o município para as linhas suaves da poesia, dos sonetos e trovas.

No município, em 1960, Luiz Otávio e J.G de Araújo Jorge criaram os Jogos Florais. O evento teve apoio do então prefeito Dr. Amâncio de Azevedo e do mais respeitado trovador da cidade, Rodolpho Abbud, já falecido.

O concurso de trovas líricas, temáticas e humorísticas acontece anualmente e já faz parte do calendário oficial de eventos de Nova Friburgo e normalmente são realizados como parte dos festejos em comemoração ao aniversário do município. Mas, com a pandemia do novo coronavírus, em 2020 os Jogos Florais não aconteceram.

Nova Friburgo foi rota de escritores conceituados como Machado de Assis, Casimiro de Abreu, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade. Entre os friburguenses também há referência poética, como o poeta Júlio Salusse que dá nome à Academia Friburguense de Letra.

Júlio escreveu “Cisnes” que o fez alcançar a glória. Aliás, esse é um soneto considerado pelos críticos como o mais lindo do Brasil. O neto de um dos primeiros imigrantes suíços que colonizaram Nova Friburgo, Guillaume Marius Salusse, teve seu poema publicado em cerca de trinta países, tornando Júlio o poeta mais declamado no final do século XIX e início do século XX.

“A vida, manso lago azul algumas

Vezes, algumas vezes mar fremente,

Tem sido para nós constantemente

Um lago azul, sem ondas, sem espumas!(...)”

Nova Friburgo também tem como destaque no cenário poético a poetisa Simone Brantes, que já publicou três livros, sendo em 1999, Pastilhas Brancas, em 2002, No caminho de Suam e em 2016, Quase todas as noites. Inclusive, esse último foi vencedor do Prêmio Jabuti de melhor livro de poesia em 2017.

Simone Brantes também ganhou o mundo, com seus textos e traduções publicados frequentemente em jornais e revistas como O Globo, Revista Piauí, Poesia Sempre, Action Poétique e Lyrikvännen.

“Sua escrita se caracteriza pela estética laboriosa, pelas múltiplas vozes e por tematizar a condição psicanalítica num grau intenso, denso e totalmente particular. Quase uma espécie de relato dentro de um relato. Suas composições são marcantes e questionadoras. Pensante. Incomum. De respiração inusual. Inesperada. Atípica. Ou seja, linguagem e ritmo próprio. Poesia da experimentação. Extraordinária”, disse o jornalista Tiago Vargas, crítico literário do Jornal do Povo de Cachoeira do Sul/RS, sobre a obra de Simone.

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