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Frente Empresarial e de Classe de Friburgo reivindica revisão dos critérios de bandeiras e propõe rodízio de CPFs

Grupo enviou ofício ao prefeito Renato Bravo destacando a discordância das novas restrições

Por Isadora Jaron
21/07/20 - 15:49
Frente Empresarial de Friburgo reivindica revisão dos critérios de bandeiras e propõe rodízio de CPFs Fec NF reivindica melhorias na capacidade do sistema de saúde | Foto: Divulgação/Acianf

A Frente Empresarial e de Classe de Nova Friburgo (FEC-NF) se manifestou contrária aos critérios usados pela prefeitura para determinar a implantação da bandeira vermelha nesta semana e enviou um ofício ao prefeito Renato Bravo com diversos questionamentos. A mudança da bandeira é feita de acordo com a taxa média de ocupação dos leitos de CTI/UTI para tratamento dos pacientes com covid-19.

No documento, a FEC NF destacou a discordância quanto aos critérios utilizados para essas novas restrições e reivindica melhorias no sistema de implantação das bandeiras. O grupo responsabiliza a falta de atitude das autoridades para a paralisação total das atividades econômicas no município.

“O fato é que a inércia do Executivo Municipal na disponibilização dos leitos de CTI/UTI, causou a paralisação das atividades comerciais e prestação de serviços e limitação das atividades da indústria do vestuário. Não obstante tenham sido recebidos pela municipalidade um total de 39 respiradores, sendo 29 adquiridos pelo próprio município e 10 enviados pelo Ministério da Saúde, ultrapassados mais de 120 dias do início da pandemia o limite de leitos públicos disponibilizados na cidade está em somente os já mencionados 10 leitos disponíveis pela rede municipal”, destaca um trecho do ofício.

Além disso, a FEC NF também frisa a busca do Executivo por leitos de CTI/UTI na rede privada, gerando insegurança, já que um dos três hospitais particulares reduziu as vagas disponíveis para covid-19.

O documento também fala sobre a taxa de mortalidade provocada pela doença e a falta da utilização do sistema de regulação estadual, com a distribuição dos pacientes para melhorar a taxa de ocupação para tratamento do coronavírus.

A frente pede ainda que a prefeitura adote medidas para redução de contágio, implementando multas para quem não tiver utilizando as máscaras de proteção, assim como o rodízio de CPF.

“É imperioso que o Poder Público municipal adote medidas de efetiva redução de risco de contágio, com a adoção de medidas educativas ostensivas quanto à importância do uso de máscara de barreira, inserindo penalidade para hipótese de descumprimento da obrigação já estabelecida de uso e, ainda, escala de revezamento de público, como adotado por outros municípios, sendo denominado como escalas de CPFs pares e ímpares em dias alternados, também sob pena de multa na hipótese de circulação de ambiente público desnecessário”, explica trecho do ofício.

O documento de sete páginas enviado a prefeitura é assinado pelas entidades que fazem parte da Frente Empresarial e de Classe de Nova Friburgo: Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (ACIANF), com a participação da Representação Regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Nova Friburgo (CDL), Sindicato do Comércio Varejista de Nova Friburgo (Sincomércio), Sindicato das Indústrias de Vestuário de Nova Friburgo e Região (SINDVEST), Associação dos lojistas do Cadima Shopping (ALCAS).

Também participam da frente: Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, e de Material Elétrico de Nova Friburgo (Sindmetal), Sindicato da Indústria da Construção Civil Centro Norte Fluminense (Sinduscon-CN), 9ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Nova Friburgo Convention & Visitors Bureau, Sindicato de Hóteis, Restaurantes, Bares e similares de Nova Friburgo (SHRBSNF), Conselho Comunitário de Segurança de Nova Friburgo (Conseg) e Associação do Comércio e da Indústria de São Pedro da Serra (ACISPS).

A FEC NF também encaminhou o ofício à promotora de Justiça, doutora Claudia Condack, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Nova Friburgo, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

O que diz a prefeitura

Nesta terça-feira, 21, o secretário de Saúde, Marcelo Braune, encaminhou nota informando que os leitos de UTI são regulados pelo Estado, destacando que se há leitos vazios, o hospital pode receber pacientes de fora. Entretanto, “se não tem vaga para internar em UTI, o hospital pode regular e mandar para hospitais de fora”, disse.

Sobre a ampliação dos leitos, o Executivo informou que “não basta ter equipamentos para manter ou ampliar os leitos de UTI. Isto envolve uma série de questões não menos importantes, como insumos e medicamentos, que estão em falta no país inteiro, bem como de pessoal, uma vez que os profissionais que atuam na linha de frente estão adoecendo com o próprio vírus, o que pode ser visto nos boletins emitidos diariamente pela Prefeitura. Além disso, vale lembrar que o hospital não é destinado apenas ao tratamento de covid, mas também a atendimentos gerais”.

A prefeitura conclui dizendo que se houver abertura gradual das atividades econômicas, consequentemente cresce o atendimento por acidentes e doenças diversas. “Se aumentar mais o espaço de atendimento covid, reduzirá mais o espaço de atendimentos recorrentes”, finaliza a nota.

Em relação ao cálculo das cores das bandeiras, o governo municipal informou também em nota que tem se reunido com “todas as representações patronais, sindicais e de classe, desde o final de março, buscando soluções. Então, os envolvidos sempre souberam que a métrica seria essa”.

Sobre a não utilização das máscaras de proteção, a prefeitura disse que o objetivo é conscientizar a população e não a multa, “já que não há mão de obra suficiente pra trabalhar nem nos novos leitos de covid, muito menos pra fiscalizar o uso de máscaras”.

A nota reforça que, quanto à escala de CPFs, “é sabido e provado a ineficácia deste tipo de proposta, já tentada e sem êxito em outros municípios”, finaliza.


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