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Editorial: jornalismo (ainda mais) necessário em tempos de pandemia

Uma reflexão para o Dia do Jornalista

Por Redação Multiplix
07/04/21 - 16:25
Editorial: jornalismo (ainda mais) necessário em tempos de pandemia Foto: Bernardo Fonseca

Pandemia. Não há dúvidas de que os anos de 2020/21 ficarão marcados para sempre na história da humanidade.

Sociedades inteiras precisam enfrentar o denominado "inimigo invisível" e, com isso, readaptar suas vidas. Não diferente de nós, jornalistas.

Redações se esvaziaram e foram transferidas para “home office”, outras, ganharam sistema de revezamento de equipes. Jornalistas que permaneceram nas redações também se viram obrigados a alterar e criar novas rotinas produtivas. Cada vez mais vimos recair sobre nós as responsabilidades e culpabilidades de relações políticas regadas a ódio e radicalismo.

Acabamos por carregar pedras que não eram para os nossos ombros. Afinal, o que mais ouvimos é que “a culpa é da mídia.” “Golpistas!” “Comunistas!” “Disseminadores do caos!” “Negativistas!” entre tantas outras invectivas.

Profissionais arriscam suas vidas, condições de trabalho foram precarizadas, e, expostos, sofrem ataques por estarem cumprindo seu papel social.

O Brasil é o país com o maior número de jornalistas mortos pelo novo coronavírus no mundo. De acordo com o levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), 169 profissionais morreram entre abril de 2020 e março de 2021, vítimas da doença.

Além disso, a Fenaj divulgou que, em plena pandemia, quando o jornalismo é reconhecido como atividade essencial, o país registrou uma explosão de casos de violência contra os jornalistas.

O ano que passou foi o mais violento, desde o começo da década de 1990, quando a entidade sindical iniciou a série histórica. Foram 428 casos de ataques – incluindo dois assassinatos – o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019, ano em que também houve crescimento das violações à liberdade de imprensa no país. Há aumento nos casos de agressões verbais e ataques virtuais, com o crescimento de 280% em 2020 em comparação com o ano anterior, quando foram registrados 76 casos.

O aumento foi bastante expressivo ainda nas categorias de censuras (750% a mais) e agressões verbais e ataques virtuais (280% a mais).

Nossos dias não são os mesmos. Cuidados foram impostos muito além do olhar voltado ao jornalismo. Entre uma marcação de pauta e outra, pensamos a todo o tempo, por exemplo, se aquele lugar da entrevista oferece risco à saúde da equipe e ao entrevistado.

Microfones, canoplas, câmeras e tripés se juntaram ao álcool em gel e às máscaras, essenciais no exercício das nossas funções, desde a redação até à saída para uma entrevista ou uma matéria. Sem falar da higienização de equipamentos, nos cuidados com o ambiente de trabalho e na adoção do distanciamento social.

Fomos obrigados a reconhecer que é possível o uso mais frequente de material enviado por celular pelo entrevistado e as chamadas de vídeo com uma ou mais pessoas. A estética jornalística ficou em segundo plano, o que priorizamos hoje é a informação.

E como esquecer de outro inimigo, não tão invisível assim, mas que se espalha também com tanta facilidade: o fenômeno chamado “fake news”.

Os mais experientes sabem que isso não é um privilégio dos novos tempos. Mas é preciso combatê-lo como um mal que cresce, se alastra e perpetua a ignorância decorrente da desinformação disseminada com o objetivo de manipular contextos políticos. No século VI, o Imperador Justiniano já era difamado pelas notícias falsas. Quem promovia a difamação era Procópio, historiador bizantino, que usava seu livro “Anedota” para arruinar a reputação do imperador.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) chamou a onda de desinformação durante a pandemia de infodemia17. Ramón Salaverría, um dos maiores especialistas em webjornalismo do mundo, com pesquisas sobre as mudanças no jornalismo, que são parte dos fluxos comunicacionais que têm impacto na democracia, também utiliza o termo, entendido como uma pandemia de informações falsas que circulam na internet e trazem prejuízos para o mundo real. Conteúdos mentirosos sobre saúde representam ameaça à vida.

Hoje, 7 de abril, data em que comemoramos o dia do jornalista, que seja também de reflexão. O jornalismo é uma construção da realidade pactuada entre público e jornalistas. É uma ferramenta de conhecimento fundamental em nossa sociedade. Um jeito de ler a realidade. Sempre em evolução e movido pela inquietude.

Nesse momento em que a informação é o diferencial capaz de mudar e proteger vidas e alterar circunstâncias, o papel da imprensa é mais importante do que nunca. É necessário!


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