CPI da Saúde de Friburgo conclui fase de oitivas. Saiba o que acontece agora

Vereadores que compõem a comissão analisam como foi a fase de depoimentos na sede do Legislativo

Por Matheus Oliveira
15/05/19 - 09:23
CPI da Saúde de Friburgo conclui fase de oitivas. Saiba o que acontece agora Oitivas da CPI da Saúde foram realizadas na sede da Câmara Municipal de Nova Friburgo | Foto: João Luccas Oliveira

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada na Câmara de Vereadores de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, que investiga contratos celebrados na saúde municipal com a empresa Global Trade, encerrou a fase de oitivas na última sexta-feira, dia 10 de maio.

Nas oitivas, representantes de empresas e ex-funcionários do Hospital Municipal Raul Sertã, nutricionistas tanto da empresa quanto da unidade de saúde foram ouvidos. Segundo o presidente da comissão, o vereador Johnny Maycon (PRB), a fase de depoimentos foi positiva, apesar de nem todos terem sido ouvidos no plenário da casa.

“As oitivas foram positivas, mesmo não conseguindo ouvir todos que queríamos. Mas os que depuseram nos ajudaram, pois, fazendo um paralelo com a análise processual, o quebra-cabeça se encaixa e pode ser montado. A nossa maior dificuldade foi o proprietário da Global Trade, Ricardo Mora, que preferiu o silêncio, porque só ele poderia responder os questionamentos da CPI. Mas, no geral, foi proveitoso. Escutamos o ex-secretário de Saúde, Christiano Huguenin, a atual secretária, Tânia Trilha, ex-diretores do Raul Sertã, nutricionistas e o faturista da Global”, disse.

“Posso assegurar que essa CPI vai dar uma resposta para a sociedade e, ao final dela, vamos chamar uma coletiva e apresentar tudo que foi apurado e conscientizar a população de que estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Cabem aos órgãos de fiscalização, posteriormente, tomarem as medidas que julgarem necessárias”, finaliza.

O relator da CPI, vereador Zezinho do Caminhão (PSB), destaca a importância das oitivas para confirmar ou não informações investigadas pela comissão.

“Esta fase foi fundamental, pois, após a junção dos documentos, começamos a ouvir depoimentos para ver se as análises batiam com as declarações dessas pessoas. As oitivas foram longas e agora temos que transcrevê-las e realizar o confronto das falas com os documentos que encontramos. Em seguida, faremos o relatório e vou encaminhar o meu voto para o Ministério Público Federal, o que pode ser feito e quem deve ou não ser responsabilizado. Esse relatório será lido em uma sessão da Câmara, que será marcada junto com o presidente da CPI, e os membros da comissão decidem se aprovam ou não o relatório. Depois, o documento será encaminhado aos órgãos competentes”, explica.

CPI da Saúde

Vale lembrar que a CPI teve seu pedido de instauração apresentado no dia 5 de setembro de 2018 e foi aprovada por unanimidade no dia 13 do mesmo mês. A comissão investiga possíveis irregularidades em contratos firmados de forma emergencial entre a empresa Global Trade e a prefeitura da cidade.

Na primeira reunião de 2019, em 12 de fevereiro, os vereadores que integram a CPI aprovaram pedido de busca e apreensão de documentos na empresa investigada. De acordo com o relator da CPI, o vereador Zezinho do Caminhão (PSB), o pedido aconteceu, pois diversos documentos foram entregues sem necessidade e os que foram solicitados não constavam na relação enviada pela empresa. Entre eles, estão notas fiscais referentes ao serviço de alimentação prestado em 2017 e 2018; relatórios de entrada e saída de alimentos; o contrato social da Global com todas as suas alterações; e ainda todos os documentos, incluindo notas fiscais relativas à reforma realizada em 2017 na cozinha do hospital municipal.