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Caso de agressão a jovem em distrito de Friburgo é investigado pela polícia; veja o que diz delegado

Polícia aponta nove envolvidos em caso de agressão a adolescente; vídeos mostram uso de fogo, gelo e cárcere privado

Por Natalia Amorim
22/04/26 - 12:49 Atualizada em 22/04/26 - 17:06
Caso de agressão a jovem em distrito de Friburgo é investigado pela polícia; veja o que diz delegado Vítima foi agredida com fogo, gelo e também mantida em cárcere privado | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um caso de extrema violência envolvendo um adolescente de 17 anos em Salinas, zona rural de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias.

Imagens gravadas por celular mostram o jovem sendo agredido por outros rapazes e submetido a situações degradantes, como uso de labaredas de fogo contra seus pés, colocação de gelo em partes íntimas e confinamento dentro de um guarda-roupa.

De acordo com a Polícia Civil, ao menos nove pessoas estariam envolvidas no caso.

O delegado titular da 151ª DP, Heberth Tavares, enviou um vídeo à reportagem com detalhes sobre o caso, que está em investigação.

Ele contesta a informação que circula nas redes sociais e diz que a vítima não tem Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A autoridade policial também relatou que ainda há pessoas a serem ouvidas para o completo esclarecimento dos fatos.

Confira o que ele diz:

Executivo se manifesta

O prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon (PL), se manifestou publicamente e classificou a conduta como "inaceitável, covarde e profundamente desumana".

O chefe do Executivo ainda disse que confia no trabalho das forças de segurança e destacou que os responsáveis devem ser "identificados e responsabilizados com todo o rigor da lei".

E acrescentou:

Aguardamos a rápida elucidação dos fatos.

Reação no Legislativo

O vereador Isaque Demani (PL) emitiu uma nota de repúdio nas redes sociais e diz que irá "cobrar as providências das autoridades competentes".

Que os fatos sejam apurados e os envolvidos punidos com o rigor da lei.

A vereadora Maiara Felício (PT), presidente da Comissão dos Direitos da Mulher e da Pessoa com Deficiência, também se pronunciou sobre o caso.

Ela afirmou que recebeu o material como denúncia e ressaltou a gravidade do episódio, classificando-o como "violento" e "desumano".

A parlamentar informou que a comissão irá apurar o caso:

A gente precisa proteger a nossa juventude, precisa proteger as nossas crianças. Casos como esse não podem ser cotidianos no nosso município. A gente não pode tolerar situações como essa acontecendo aqui em Nova Friburgo.

E o vereador Chistiano Huguenin (PP) publicou um vídeo em suas redes sociais e questionou o "nível tão rasteiro que o ser humano conseguiu chegar".

Que a polícia apure, que a polícia puna, que o Ministério Público denuncie e, sobretudo, que se faça justiça a esse jovem, a essa criança, a essa família. Que sirva de exemplo pra que nenhum tipo de ato como esse volte a acontecer nessa cidade.

Atualizações

No fim da tarde desta quarta, 22, o delegado titular da 151ª Delegacia de Polícia, Heberth Tavares, enviou uma nota atualizada e disse que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) "está ciente e acompanhando" o caso.

Analisando as imagens, sob um aspecto jurídico, não vislumbramos possibilidade de capitular, em primeiro momento como estupro de vulnerável, o que foi devidamente informado, inclusive ao Ministério Público, que está ciente e acompanhando o andamento. De fato, ao analisar o fato no vídeo, sem um roteiro pronto, faltou mencionar que estamos junto ao MP, tentando viabilizar elementos para indiciar os autores pelo crime do art. 215-A do CP, já que não conseguimos provar existência de estupro de vulnerável somente com os elementos que temos.

Ele ainda disse que novos elementos passaram a fazer parte da investigação.

Estamos fazendo os esforços devidos para tentar provar outro crime contra a liberdade sexual, a importunação sexual (repito, este delito nao chega a ser mencionado no vídeo, mas estamos tentando provas do mesmo – inclusive revendo novas imagens que somente recebi hoje para melhor poder atuar no caso).

E acrescentou:

Surge, ainda, um décimo nome que teria chegado após a gravação dos vídeos, não se tendo certeza de sua participação ou não no evento. A destacar que, quando fato nos foi informado autores não estavam mais em flagrante delito, pelo que [inviabilizou] sua prisão naquele momento.

A reportagem entrou em contato com o Ministério Público do Rio de Janeiro para saber qual o posicionamento do órgão sobre o caso e aguarda retorno.

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