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Cirurgias combinadas!

Posso fazer? Quando fazer?

Por Glauco Rocha
13/05/20 - 14:09

Atualmente, neste mundo globalizado, praticamente todas as pessoas têm múltiplos afazeres e atribuições, sempre com o objetivo de melhora socioeconômica e qualidade de vida. Soma-se a isto, ambiente de trabalho extremamente competitivo e feroz, em que todos buscam promoções e melhoras dos cargos profissionais. Portanto, não há tempo a perder!

Por outro lado, as exigências na seleção para colocações e cargos nas empresas e no mercado de trabalho, são cada vez mais elevadas e rigorosas, principalmente no tocante a aparência estética e física, sendo muitas vezes estes aspectos, preponderantes na escolha para preenchimento das vagas profissionais.

Todo este contexto faz com que a busca pela cirurgia plástica seja maior e um objeto de desejo por grande parte da sociedade atual.

Deste modo, em decorrência desta situação, os pacientes procuram em grande número os consultórios de cirurgia plástica com desejos de cirurgias múltiplas e simultâneas. Porém, há de se ter muita calma nesta hora!

A associação de vários tempos cirúrgicos, em uma mesma cirurgia, tem de ser analisada com muito cuidado e muito rigor.

Deve o paciente entender que a combinação de vários tempos cirúrgicos simultâneos, pode provocar e gerar aumentos elevados da invasividade e morbidade cirúrgica, o que se traduz em um risco cirúrgico elevado, por vezes contraindicando o procedimento.

Não se esquecendo, ainda, do aumento proporcional dos custos, tanto em honorários médicos, mas também hospitalares.

Nós cirurgiões compreendemos a angústia e a vontade da paciente em resolver tudo de uma só vez, em uma única cirurgia e anestesia, uma só recuperação, finalizando com uma volta rápida a suas atividades profissionais e sociais.

É muito importante também a compreensão por parte da paciente, que ao escolher seu médico de confiança, este deverá corresponder, e estar à altura desta confiança, sendo capaz de fazer uma análise técnica e científica do que pode ou não ser incluído no programa cirúrgico.

Como sempre foi e será, o cirurgião plástico antenado e atualizado de tudo de o que é mais novo, efetivo e seguro no universo da cirurgia plástica, é obrigado a frequentar inúmeros congressos, jornadas e encontros médicos, através dos quais tem a possibilidade de agregar e adicionar mais e melhores técnicas e abordagens cirúrgicas, habilitando-se para proporcionar ao seu paciente cirurgias com resultados mais agradáveis e menores chances de complicações.

Mas, este upgrade em sua técnica cirúrgica, por serem técnicas de maior grau de dificuldade, são também manobras cirúrgicas, que exigem do cirurgião maior cuidado e tempo de cirurgia, com isto, diminuindo para o paciente as chances de combinações cirúrgicas. OBS.: A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomenda como tempo de cirurgia segura, o máximo de 6 a 7 horas.

Além do aspecto de risco cirúrgico elevado, muitas associações cirúrgicas expõem o médico uma maior carga de stress e esforço físico, correndo este, o risco de ultrapassar o limite da boa técnica, com consequências imprevisíveis.

É muito mais sensato e com maiores chances de êxito um programa cirúrgico com o mínimo de associações cirúrgicas, às vezes, até mesmo com um único tempo cirúrgico, do que múltiplas cirurgias com resultados medianos ou piores.

Portanto, no nosso entendimento, aconselhamos a todas as pacientes, que escolha um médico de sua confiança, defina suas prioridades e se programe para fazer uma recuperação adequada de acordo com as recomendações médicas.

Existem cirurgias de menor porte e duração, que tem recuperação mais rápida e podem ser feitas separadamente, algumas em regime ambulatorial, tais como: plástica palpebral, lipoaspiração, implante de próteses mamárias, orelhas de abano, etc.

Ou seja, as cirurgias combinadas, podem ser realizadas, mas depende muito do grau de complexidade da cirurgia prioritária para a paciente (geralmente Mamoplastia Redutora, Mastopexia, abdome + lipo dorso-lombar, plástica facial, etc.) da sua faixa etária, seu tipo de pele e grau de flacidez, presença de comorbidades (hipertensão, diabetes, alergias, doenças autoimunes, doenças respiratórias, etc.), sendo de responsabilidade total do cirurgião plástico, de posse destas informações, decidir e indicar que tipo de associação (ou não) e quais cirurgias poderão ser realizadas.


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