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Nadadora Jhennifer Alves fala dos impactos do adiamento da Olimpíada de Tóquio

Representante friburguense na Rio 2016, esportista friburguense comenta a decisão do COI de adiar a competição e fala sobre sua rotina em meio à pandemia do novo coronavírus

Por Matheus Oliveira
24/03/20 - 12:23
Nadadora Jhennifer Alves fala dos impactos do adiamento da Olimpíada de Tóquio Jhennifer Alves buscaria uma vaga nos 100m peito da natação olímpica | Foto: Divulgação/CBDA

A decisão inevitável! Assim pode ser encarada a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI), tomada nesta terça, 24, de adiar as Olimpíadas de Tóquio, no Japão. A nadadora friburguense Jhennifer Alves, que buscaria uma vaga nas Olimpíadas deste ano, falou com exclusividade ao Portal Multiplix sobre o adiamento da competição.

Os Jogos Olímpicos, postergados em razão do surto do novo coronavírus, aconteceriam entre 24 de julho e 9 de agosto deste ano. A competição ainda não possui uma nova data para ser realizada, mas deve ocorre, no mais tardar, no verão asiático de 2021.

Jhennifer Alves buscaria uma vaga nos 100m peito da competição através do Troféu Maria Lenk, considerado o brasileiro da modalidade, que foi adiado para junho. Ela falou sobre o impacto do adiamento e da quarentena na preparação.

“A gente estava na reta final de preparação e agora temos que começar do zero. Isso é ruim para os atletas, mas necessário. Com o avanço da pandemia, se os jogos fossem mantidos na data inicial, nós não conseguiríamos participar em função da dificuldade na preparação” afirma a nadadora.

A nadadora, que iniciaria sua preparação nos Estados Unidos, no começo do ano, acabou ficando no Brasil, e passaria o período de quarentena em São Paulo, onde defende o Pinheiros-SP, mas mudou de ideia e voltou para Nova Friburgo.

Como moro sozinha, vim às pressas para Nova Friburgo, na semana passada, antes que fechassem todas as pontes aéreas. Não queria passar por isso tudo sozinha. Ficarei aqui até o fim da quarentena.

E enquanto as incertezas do futuro impedem respostas assertivas de como será amanhã ou depois, Jhennifer mantém a forma com treinos em casa. Ela também revela que está estudando francês e assistindo séries para passar o tempo durante esse período de isolamento social.

Participação na Rio 2016 e outras conquistas

A atleta friburguense integrou o revezamento 4x100 medley nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Ela ajudou a equipe brasileira, composta ainda por Natália de Luccas, Dayana de Paula e Larrisa Oliveira, a chegar à semifinal da competição.

No ano passado, a atleta conquistou a medalha de ouro nos 50m peito da Universíade. Antes, Jhennifer realizou tour pela Europa e conquistou o total de cinco medalhas no Circuito Mare Nostrum e no Aberto da França de Natação, além de ter batido o recorde sul-americano dos 50m (30s42) e 100m peito (1min07s64).

Nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, ela acabou na quinta colocação nos 100m peito, mas conquistou um bronze no revezamento 4x100 medley feminino e o ouro no 4x100 medley misto.

Adiamento das Olimpíadas de Tóquio

O adiamento das Olimpíadas ocorreu após o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe telefonar para o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, pedindo a postergação da de realização dos jogos, o que foi aceito pelo dirigente esportivo.

Vale ressaltar que o COI estava reticente em confirmar o adiamento e havia pedido, no último domingo, 22, mais um mês para tomar uma decisão, que acabou antecipada.

“Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS, o presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada de Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas o mais tardar no verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e na comunidade internacional”, destaca o comunicado do COI.


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