Em Teresópolis, combustíveis são mais caros do que os vendidos em Nova Friburgo

Pesquisa da ANP aponta valor máximo cobrado por R$ 5,12 no município da Região Serrana

Por Raphael Branco
17/05/19 - 12:30 | Atualizada em 17/05/19 - 17:18
Em Teresópolis, combustíveis são mais caros do que os vendidos em Nova Friburgo Diferença nos preços cobrados pelos combustíveis nas duas cidades chama a atenção | Foto: Banco de Imagem

De acordo com uma pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustível (ANP), feita em 13 postos de combustíveis da cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, durante a segunda semana de maio, entre os dias 5 e 11, o valor médio da gasolina praticado nos estabelecimentos foi de R$ 5,12. Já o preço pela gasolina nas distribuidoras saiu por R$ 4,48. Quanto ao diesel, o valor médio vendido para os consumidores finais estava no valor de R$ 3,49.

Em Nova Friburgo, no mesmo período, o preço médio dos combustíveis pago pelo consumidor foi de R$ 4,86 para a gasolina e R$ 3,57 para o diesel. O motivo pela diferença de preços entre os postos das duas cidades não foi revelado, mas muitos moradores de Teresópolis que necessitam do automóvel para o trabalho estão insatisfeitos com os valores encontrados. “Na baixada, na serra e em outros lugares, o preço é mais em conta. Em Friburgo é mais em conta; só aqui em Teresópolis que está assim. E isso atrapalha todo mundo”, declara o motorista de van, Antônio Ricardo.

Moradores de Teresópolis que utilizam o carro para trabalho e passeio também sentem a diferença entre o preço cobrado na cidade em relação a outros lugares. “O valor do combustível em Teresópolis é um dos maiores do estado e os aumentos estão muito mais frequentes”, comenta o analista de sistemas, Luiz Felipe Faria.

Segundo a ANP, os valores máximos pesquisados chegaram a R$ 5,12. Porém, alguns postos chegam a cobrar R$ 5,16 por litro, ou mais. “Eu acho muito caro. Está caro demais, e os taxistas de Teresópolis estão reclamando em relação ao preço que está. Porque a gasolina foi de R$ 4,50 para R$ 5,16 em alguns postos. E o álcool foi para R$3,89”, afirma o taxista, Antônio Garcia Teixeira.

Para o economista Sidney Mathias, a explicação pode estar na oferta e na demanda. "Normalmente a gente vai falar, falar e cair no ponto da estratégia competitiva e da oferta e demanda. Ou seja, se há uma competitividade maior, ocorre um acirramento maior dos preços. E por outro lado, se a demanda for mais alta ou mais baixa, é preciso brigar pelos clientes. E na nossa região, por conta do custo do deslocamento pela serra ser maior, a gente acaba tendo essa distorção".

O Portal Multiplix entrou em contato com alguns postos do município para tentar entender a razão do valor elevado dos preços, mas nenhum quis se pronunciar até o fechamento da reportagem.

Aumento no preço do diesel nas refinarias

Nas últimas semanas, a Petrobrás anunciou o aumento de 2,56% no valor do diesel nas suas refinarias. Reajustes como esse acabam por contribuir para uma flutuação nos preços de combustíveis, que chegam ao consumidor final nos postos espalhados pelo país.

Segundo a política de preços para diesel e gasolina vendidos às distribuidoras, o valor dos produtos segue um equilíbrio dos preços de importação. Nesse valor está incluído também o custo de transporte que os importadores podem ter, por exemplo. Isso ocorre porque o Brasil permite a livre concorrência e a opção das distribuidoras importarem a matéria prima.

Das distribuidoras aos postos

Muitas coisas acontecem até o diesel e a gasolina chegarem no automóvel que você possui. Para começar, esses dois combustíveis, quando vendidos às distribuidoras, são classificados pela letra “A”, significando uma gasolina livre de etanol e diesel sem a presença do biodiesel.

Com este produto limpo, as distribuidoras combinam esses produtos com os biocombustíveis, passando a se chamar combustíveis “C”. E é justamente este o combustível vendido para os postos da cidade.