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De olho na estatueta: quem vai ser o grande vencedor do Oscar 2021

Principal premiação da sétima arte ocorre neste domingo, 25. Confira entrevista com dois especialistas em cinema para saber o que esperar da cerimônia

Por Matheus Oliveira
23/04/21 - 16:31
De olho na estatueta: quem vai ser o grande vencedor do Oscar 2021 Oscar 2021 promete equilíbrio e um grande espetáculo | Foto: Divulgação

O tapete vermelho vai voltar a receber os grandes artistas. Com enorme expectativa e em meio à pandemia de Covid-19, a maior premiação da sétima arte, o Oscar 2021, vai ocorrer no próximo domingo, dia 25 de abril, nos Estados Unidos, confirmando o crescimento das produções feitas pelo serviço de streaming e propostas de filmes com olhar direto para problemas atuais da sociedade, além da tentativa de passar uma mensagem de diversidade aos fãs.

Para saber o que esperar da cerimônia, a reportagem do Portal Multiplix conversou com dois especialistas em cinema e produção audiovisual.

O principal favorito é Mank, que teve 10 indicações e está disponível na Netflix. O filme conta a história do processo de criação da obra “Cidadão Kane” (1941) que rendeu o Oscar para Orson Welles e Herman Mankiewicz, o próprio Mank.

Já outras seis películas receberam seis indicações cada uma. São elas: "Minari", "Nomadland", "Meu pai", "Judas e o messias negro", "Os 7 de Chicago" e "O som do silêncio".

Entre elas, vale uma menção para Nomadland, que vem se destacando em outras premiações. Ele é dirigido por Chloé Zhao, que concorre a estatueta de melhor direção.

A obra de Zhao é a grande favorita para vencer a disputa de melhor filme para a jornalista especializada em cinema, Clarissa Kuschnir. Apesar de enaltecer esta película, ela acredita em uma disputa equilibrada durante toda a premiação.

“Em mais um ano atípico de Oscar por conta da pandemia, e com filmes mais independentes eu aposto em Nomadland como o grande vencedor do prêmio principal. Em relação ao mais premiado, eu acredito que haverá uma distribuição de prêmios entre alguns filmes. Nomadland deve levar filme e direção (no caso para a diretora Chloé Zhao) ”, declara Clarissa.

Tal opinião é corroborada pelo cineasta e crítico Ivann Willig que prevê uma divisão dos prêmios entre as obras com mais indicação e acredita que Nomadland também vença o prêmio de melhor filme.

“Este ano, não me parece ter um grande favorito. Creio que os prêmios serão distribuídos entre vários filmes, como se fosse um bolo divido em muitas fatias. Acredito que o grande vencedor deva receber 3 ou no máximo 4 prêmios. A poesia crua e realista com ar documental sobre a desesperança e dificuldades da comunidade nômade norte-americana de Nomadland o torna o grande favorito da premiação. Deve levar o prêmio de Melhor Filme”, relata.

Quanto aos termos técnicos, ambos acreditam que Mank, estrelado por Gary Oldman, é a melhor obra.

“Em termos técnicos acredito que Mank é um filme que apesar de se passar entre as décadas de 30 e 40 traz um rigor técnico e impressionante de reconstituição de época. E deve levar alguns prêmios nessa categoria técnica”, afirma Clarissa.

Além da questão técnica, para Ivann, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas vem tentando aumentar a diversidade nas indicações e na cerimônia.

“A academia vem buscando ampliar - há poucos anos - uma diversidade entre os indicados. Ainda não são números expressivos, mas significa muito vermos etnias variadas recebendo reconhecimento profissional por seus trabalhos, perante a maior premiação mundial. Certamente é uma tendência mundial e, a própria indústria cinematográfica está cada vez mais antenada para a globalização de suas produções”, destaca o diretor.

Por sua vez, Clarissa indica a importância de se ter duas mulheres concorrendo ao Oscar de melhor direção pela primeira vez na história, mas alerta que este espaço deve se tornar uma constante.

“É muito bom ver duas mulheres (pela primeira vez na história do Oscar) estarem concorrendo ao prêmio de direção. Mas ainda acho que a participação feminina tem que ser maior na direção e em outras categorias, no mercado audiovisual mundial. Aposto na Chloé Zhao como a grande vencedora, abrindo assim uma nova geração de futuras diretoras premiadas, que virão por aí. Assim como Kathryn Bigelow fez história, como a primeira mulher a ganhar o Oscar de direção em 2010, por Guerra ao Terror. Mas que esses espaços de tempo de premiação feminina diminuam cada vez mais”, declara a jornalista.

Porém, como sempre existem surpresas, a jornalista especializada em cinema aponta a possibilidade de "Nomadland" perder a estatueta de melhor filme para azarões como "Mank", "Som do Silêncio" ou" Judas e o Messias Negro".

Por sua vez, o cineasta indica que a maior surpresa poderia fazer justiça com uma atriz oito vezes indicada.

“A maior surpresa pode também se tornar a maior justiça do Oscar, pois é a oitava indicação da atriz Glenn Close. Sete vezes derrotada, é vergonhoso para a Academia que tal injustiça ainda não tenha sido corrigida. Especialmente nesse ano, Glenn Close terá a chance de revanche contra a atriz Olivia Colman, responsável por deixar Glenn Close com o sorriso mais desconfortável da edição de 2019 ao derrotar seu favoritismo com o filme de Yorgos Lanthimos, A Favorita”, declara.

Avaliando que podem ocorrer também surpresas nas premiações de melhor ator, melhor atriz, além de melhor ator e atriz coadjuvante, o diretor e a jornalista acreditam ainda que a pandemia destacou a força dos serviços de streaming na sétima arte, e que isso se refletiu nas indicações ao Oscar deste ano.

Apesar disso, eles ressaltam que nada supera a experiência de assistir a um filme nas telonas.

Por fim, como diretor, Ivann Willig aponta quais as principais dificuldades enfrentadas pela indústria do cinema em meio à pandemia de Covid-19.

“As dificuldades de filmagem em razão da pandemia são imensas. É preciso seguir todo um protocolo de segurança, vestir as vestimentas higienizadas, manter distanciamento, não aglomerar, testar regularmente toda equipe e elenco... enfim, uma cena de beijo, por exemplo demanda um cuidado ainda maior, podendo ter que optar por usar recursos digitais. Tudo isso encarece exponencialmente qualquer produção”, conclui.

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