Será que os friburguenses acreditam que o homem foi à Lua?

Pesquisa divulgada pelo Datafolha mostra que 1 em cada 4 brasileiros não crê na missão

Por Luisa Machado
19/07/19 - 16:41
Será que os friburguenses acreditam que o homem foi à Lua? Fotografia de Neil Armstrong tirada, há 50 anos, na Lua | Foto: Banco de Imagem

Há 50 anos, em todos os cantos do planeta Terra, o assunto era um só: a chegada do homem à Lua. O que parecia impossível foi realizado no dia 20 de julho de 1969. A missão Apollo 11 levou a nave Eagles, pilotada por Michael Collins, até a órbita do astro. Mas quem pisou na superfície lunar foram os norte-americanos Buzz Aldrin e Neil Armstrong.

A aterrisagem do módulo norte-americano aconteceu durante o período da Guerra Fria, uma disputa entre os Estados Unidos, país que defendia modelo de economia capitalista, e a União Soviética, socialista.

Sete anos antes de concluída, pelos EUA, a missão de chegada à Lua, a União Soviética lançou em órbita o satélite artificial Sputnik 1, feito que colocou o país em uma posição avançada nas pesquisas tecnológicas mundiais. Frente ao ocorrido, ambos os países travaram uma corrida espacial com o intuito de enviar o primeiro homem à Lua.

Para Reinaldo Ivanicscka, professor de astronomia, física, de matemática e diretor do planetário de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, apesar da motivação política inicial, o feito até hoje é visto como uma prova de que a ciência leva o homem a lugares que, inicialmente, podem ser vistos como impossíveis.

“Foi motivado pela concorrência política, pela necessidade de desenvolvimento tecnológico, acho que um pouco de tudo isso, mas acredito que a principal dádiva foi mostrar que, se conseguimos fazer algo tão difícil pra nós, quase impossível, então há esperança pra fazermos qualquer coisa.”

Ainda restam dúvidas sobre a ida do homem à Lua?

Nem todo mundo acredita nessa conquista da humanidade. Pesquisa divulgada recentemente pelo instituto Datafolha, realizada em 131 cidades brasileiras, mostra que 1 em cada 4 brasileiros não acredita que o homem pisou na Lua.

A reportagem do Portal Multiplix foi às ruas de Nova Friburgo para saber a opinião dos friburguenses sobre o assunto. As visões foram divergentes.

O estudante de engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Guido Fraga, defende que são inúmeras as provas de que o homem realmente chegou ao astro da Terra, tanto através de satélites artificiais, quanto pessoalmente, como na missão espacial Apolo 11.

“Existem espelhos posicionados lá que servem para gente medir a distância entre a Terra e a Lua, e com isso estudar essa órbita. Várias pedras lunares também estão armazenadas para fins de estudo em laboratórios pelo mundo”, afirma.

Famosa foto em que astronauta Buzz Aldrin reflete Neil Armstrong na viseira do capaceteFamosa foto em que astronauta Buzz Aldrin reflete Neil Armstrong na viseira do capacete | Foto: Banco de Imagem

Nas redes sociais, em Nova Friburgo, algumas pessoas acreditam, sim, que o homem foi à Lua, mas não naquela ocasião. É o caso do jornalista Eugênio Gomes. “Acredito que o homem foi à Lua sim, mas não quando foi anunciado. Era uma competição que precisava ser ganha de algum dos lados. Não necessariamente através dos meios mais ortodoxos”, diz.

Já a comerciante Giovana Freimann diz que com todo o desenvolvimento intelectual e tecnológico construídos em 50 anos, essa viagem já deveria ter acontecido outras vezes. “Durante todo esse tempo de desenvolvimento intelectual e tecnológico, nunca mais ninguém foi até lá? Eu acho que foi mentira, foi um marketing para conseguir investimentos e realizar mais estudos científicos”, questiona.

Há quem defenda com veemência o feito. Para o aposentado Henrique Dias, colocar em dúvida a ida do homem à Lua é um grande erro. Para ele, basta buscar o conhecimento, para que as respostas sejam positivas.

“Quando damos a alguma coisa o status de crença, é porque não existem provas daquilo. Nesse caso, temos muitos elementos que comprovam a ida do homem à Lua. Eu era menino e vi isso na televisão, por exemplo. Achar que é uma questão para se tomar como crença, é um equívoco. Foi comprovado!”, afirma Henrique.