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Peste bubônica: é verdade que a Serra dos Órgãos é foco natural da bactéria que causa a doença?

De acordo com o Ministério da Saúde, sim, mas a situação é controlada. Último caso oficialmente registrado no Brasil ocorreu em 2005

Por Matheus Oliveira
17/01/19 - 12:44
Peste bubônica: é verdade que a Serra dos Órgãos é foco natural da bactéria que causa a doença? Serra dos Órgãos, nos limites dos municípios de Nova Friburgo, Sumidouro e Teresópolis, é um dos focos naturais da bactéria transmissora da peste bubônica | Foto: Divulgação/Parnaso

Um caso suspeito de peste bubônica, conhecida como “peste negra”, de uma mulher, moradora de São Gonçalo, na Região Metropolitana, gerou apreensão em todo o estado do Rio de Janeiro. Além disso, na Serra Fluminense, houve temor em relação à doença em razão de notícias que davam contam que cidades como Teresópolis eram focos da bactéria que causa a enfermidade. Na verdade, o caso de São Gonçalo teve um erro de diagnóstico e a possibilidade da doença foi descartada. Já a bactéria que gera a peste possui, sim, a Serra dos Órgãos como uma das áreas onde pode ser encontrada, mas a situação é controlada.

De acordo com o Ministério da Saúde, as regiões naturais da Yersinis pestis, nome científico da bactéria causadora da peste, estão no Polígono da Seca, distribuídas por vários estados do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Piauí). Na região Sudeste (sob influência da região do Polígono da Seca), elas estão no nordeste de Minas Gerais (Vale do Jequitinhonha) e, fora do Polígono, na região do Vale do Rio Doce, ligada a uma pequena área da Serra dos Órgãos, nos limites dos municípios de Nova Friburgo, Sumidouro e Teresópolis.

A Secretaria de Saúde de Teresópolis destaca por meio de nota ao Portal Multiplix que, através do Setor de Zoonoses, realiza, periodicamente, o controle de roedores urbanos nas áreas públicas. O último caso de peste bubônica registrado no Brasil foi em 2005.

Segundo Fabíola Penna, subsecretária de Vigilância em Saúde de Nova Friburgo, apesar das três cidades serranas estarem na área de monitoramento dos casos da doença, não existem casos recentes de registro da peste bubônica.

“Nova Friburgo, Sumidouro e Teresópolis estão na área de monitoramento de casos de registro da doença e temos uma equipe de controle para avaliar possíveis casos suspeitos, entretanto, há muito tempo não temos um caso de peste bubônica na região, então, este controle ficou em segundo plano. Entretanto, conforme planejado anteriormente, vamos retomar este trabalho coletando sangue de animais dessas regiões e examinar se existe contágio ou não”, afirma.

O caso

A suspeita da peste negra começou em 22 de dezembro quando uma mulher foi internada em São Gonçalo com insuficiência cardíaca e teve materiais - oral, nasal e anal – coletados para análise. Por causa de uma ferida na perna foi solicitada, ainda, uma amostra de pele que diagnosticou a presença da bactéria Yersinia pestis, causadora da peste negra.

Desta forma, a paciente foi isolada e iniciou tratamento com antibióticos com o intuito de evitar a propagação da doença, que, no século 14, vitimou mais de 25 milhões de pessoas, segundo historiadores.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que o caso não era suspeito pois o quadro clínico apresentado não se enquadra na descrição da peste bubônica. O ministério considera que pode ter ocorrido algum erro no diagnóstico.

A Subsecretaria Estadual de Vigilância em Saúde/Secretaria de Estado de Saúde informou que, após as análises de amostras terem sido refeitas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (LACEN/RJ), foi verificado que o resultado foi negativo para a bactéria Yersinis pestis em paciente de São Gonçalo, descartando a suspeita de peste bubônica. A bactéria encontrada, na verdade, era a Morganella morganni, um microrganismo mais simples e que não causa infecções em indivíduos com imunidade alta.

Peste bubônica

A peste bubônica tem origem em roedores, sendo transmitidas em humanos através de pulgas que morderam roedores infectados. Atualmente, a maioria dos casos é registrada em zonas rurais, com casos confirmados em países como Congo e Madagascar. Além disso, casos isolados aconteceram nos Estados Unidos e Peru. Segundo pesquisadores, a origem da peste negra viria da China ou de países da Ásia Central.

O tratamento, conforme o Ministério da Saúde, é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser feito 15 horas após o começo dos sintomas, através de antibióticos. Os principais sintomas são febre alta e gânglios aumentados (bubões) e doloridos próximos ao local da picada.


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