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Fiscalização por satélites de desmatamentos aumenta na Região Serrana

Inea amplia área de atuação para municípios vizinhos a Nova Friburgo

Por Matheus Oliveira
03/07/18 - 16:50
Fiscalização por satélites de desmatamentos aumenta na Região Serrana Inea amplia área de atuação para municípios vizinhos a Nova Friburgo. | Divulgação INEA

O alcance do monitoramento por geotecnologia na Região Serrana foi ampliado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para os municípios vizinhos de Nova Friburgo desde junho. Entre eles, estão: Sumidouro, Duas Barras, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto. A medida ocorreu depois de a região perder grupos de fiscalização com o fechamento do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no território friburguense, em dezembro de 2017.

O monitoramento realizado pelos quatro satélites da região aumentou em 42% a área de fiscalização no Estado, cobrindo um total de dez mil quilômetros quadrados. De acordo com imagens do Programa Olho no Verde foram detectados 580 pontos de intervenção irregular e áreas desmatadas na área de reserva da Mata Atlântica fluminense.

Em Nova Friburgo, existem atividades ilegais de desmatamento em diversos bairros como Jardim Califórnia, Mury, Ponte da Saudade, Campo do Coelho, Amparo e Suíça. Na Região Serrana, 6,02 hectares foram desmatados desde 2016. Na cidade, apenas 45% da reserva original de Mata Atlântica ainda existe.

O Rio de Janeiro é o município mais atingido pelo desmatamento irregular, com 78 situações detectadas, seguido por Paraty, com 72. Campos (35), Cachoeiras de Macacu (32), Silva Jardim (32), Rio Claro (29), Rio Bonito (25), Mendes (24), Nova Friburgo (23) e Mangaratiba (21) completam a lista das regiões que mais desmatam.

O Projeto Olho no Verde tem como objetivo o combate ao desmatamento através da incorporação da tecnologia do imageamento por satélite e de processamento de dados espaciais. O Olho no Verde é capaz de identificar desmatamento com até 300 metros quadrados. As imagens captadas são enviadas para o laboratório de georreferenciamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) onde passam por uma triagem.

O intuito é atingir o “desmatamento zero” e perder no máximo cem hectares por ano, de acordo com a meta proposta pela Fundação SOS Mata Atlântica. Rafael Ferreira, subsecretário de gestão ambiental da Secretaria Estadual de Ambiente do Rio, explicou os parâmetros usados ter o número de cem hectares como objetivo.

“É o nosso parâmetro, a meta que queremos alcançar. Claro que pretendemos reduzir os números efetivamente, ou seja, não ter praticamente perda alguma. Mas usamos esse parâmetro para nos orientar e avaliar os efeitos do projeto”, destacou, afirmando que em 60% dos casos aconteceu alguma punição como notificações, multas e embargos.


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