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Como realizar o descarte das máscaras de proteção contra a Covid-19

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, os equipamentos de proteção individual (EPIs) tornaram-se obrigatórios, e, com isso, são milhões deles a serem descartados

Por Redação Multiplix
14/07/21 - 10:21
Como realizar o descarte das máscaras de proteção contra a Covid-19 Estima-se que o TNT leve de 400 a 450 anos para se decompor na natureza e as autoridades sanitárias do mundo já estão preocupadas com esta nova forma de contaminação ambiental | Foto: Reprodução/Portal Multiplix

Quem nunca encontrou uma máscara jogada imprudentemente no chão? Nas ruas, praças, jardins, praias, rios, máscaras são descartadas sem qualquer preocupação com o meio ambiente ou mesmo com a possível contaminação de quem manuseia o lixo.

Elas são produzidas, principalmente, com tecido sintético, como o TNT e estão sendo utilizadas pela população pela praticidade, custo baixo e por não necessitarem ser lavadas. No entanto, surgiram muitos modelos utilizando o algodão e outros tecidos, em sua maioria de forma artesanal, e que ganharam vida mais longa.

De acordo com as instruções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as máscaras de tecido podem ser reutilizadas. Porém, em algum momento elas acabam perdendo o elástico ou perdendo a cor. E seguindo as recomendações da Anvisa, a vida útil das máscaras pode chegar a 30 lavagens.

A obrigatoriedade do uso, ao mesmo tempo que evita a transmissão e contaminação da Covid-19, trouxe um agravante que é o descarte incorreto das máscaras descartáveis. Estima-se que o TNT leve de 400 a 450 anos para se decompor na natureza e as autoridades sanitárias do mundo já estão preocupadas com esta nova forma de contaminação ambiental.

Há, ainda, todos os demais acessórios utilizados pelos profissionais de saúde, que são os chamados EPIs, como aventais, luvas, as máscaras de proteção face shield - que também necessitam descarte -, e óculos. E este refugo deve ser cuidadoso para que não se torne um novo problema para a humanidade.

Os números da produção desses descartáveis em todo o mundo ainda são desconhecidos. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil, por exemplo, mobilizou centenas de empresas para produzir e doar 13,5 milhões de máscaras descartáveis e de tecido em todo o Brasil. Os presidiários do Estado de São Paulo produziram até maio de 2020, cerca de 1,5 milhão de máscaras de TNT.

Na China, na região de Hong Kong, em meio às areias e trilhas naturais, máscaras indevidamente descartadas foram encontradas. Imaginar que a população de 7,5 milhões faz uso das proteções é motivo para preocupação dos ambientalistas de todo o mundo. Na França, segundo ambientalistas e mergulhadores da associação de limpeza “Operation Mer Prope” (Operação Mar Limpo, na tradução), as máscaras representam um novo tipo de poluição encontrada no mar e isso pode acarretar um novo pico de contaminações, dizem os ambientalistas.

Eles estão alertando que esses resíduos representam uma grande ameaça à vida humana, marinha e aos habitats dos animais selvagens. Além de agravar a poluição, este lixo é um risco por aumentar uma possível disseminação do novo coronavírus.

No Brasil, a situação não é diferente. Usinas de reciclagem de lixo estão criando estratégias diferenciadas para evitar que funcionários se contaminem com o lixo reciclável. Algumas cooperativas, por exemplo, estão deixando os lixos em quarentena antes de serem separados.

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) alerta que existe uma maneira correta para descartar máscaras, aventais e luvas usadas. É preciso colocar os materiais dentro de dois saquinhos de papel ou plásticos (um dentro do outro), amarrar bem forte e jogar no lixo comum, o que chamamos usualmente de “lixo do banheiro", preferencialmente com tampa.

É importante ressaltar que a máscara de proteção ou qualquer material descartável usado para conter a pandemia, como luvas ou aventais, não devem ser jogados em lixo reciclável. Se os materiais tiveram contato com uma pessoa contaminada, o cuidado deve ser redobrado e deve ser sinalizado ao ser colocado no lixo em um saco plástico com os dizeres: “risco de contaminação”.

Também quando a pessoa estiver fora de casa, recomenda-se que as máscaras usadas não devem ser colocadas nas lixeiras das ruas, pois deixam o material potencialmente contaminado exposto aos catadores de resíduos sólidos. O ideal é guardá-las em um saco plástico e colocá-las no lixo do banheiro ao chegar em casa ou então, caso tenham acesso, em lixeiras de banheiros públicos.

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