Jogos eletrônicos são uma das opções de lazer para a garotada durante as férias

Atividade possui opções que vão desde jogos lúdicos, que ajudam no desenvolvimento, até os grandes lançamentos desta temporada

Por Matheus Oliveira - 04 de Janeiro de 2019, 10:25
Jogos eletrônicos são uma das opções de lazer para a garotada durante as férias Minecraft faz com que as crianças usem sua inteligência na gestão de recursos e criatividade para criar ambientes | Foto: Divulgação

Nesta época sem aulas, os pais sempre buscam uma opção de entretenimento para os filhos. Enquanto alguns escolhem colônias de férias, uma outra alternativa envolve tecnologia e um quê de nostalgia: os jogos eletrônicos. Mantendo tradições, esta atração pode ajudar no desenvolvimento das crianças e até ser uma atividade para unir toda a família. Nesta reportagem, listamos opções que vão desde games lúdicos até os principais lançamentos da atualidade.

De acordo com o jornalista e gerente geral da Brasil Game Show (principal feira do segmento na América Latina), Renan Barreto, alguns games tem caráter educacional e aceleram o raciocínio lógico, como o Minecraft.

“Sempre há bons jogos que ajudam a entreter e a desenvolver habilidades através do lado lúdico do jogo em si. Um deles, que é uma eterna febre da criançada, é o Minecraft. Por se tratar de um jogo em que é necessário desenvolver construções, o jogador precisa usar sua inteligência em gestão de recursos e criatividade para criar ambientes novos dentro do jogo. Para a galera mais velha tem Fortnite, que é febre no mundo inteiro”, comentou.

Para unir jovens e adultos, nada melhor que um clássico. Entre o bom e velho Mario Bros, Zelda ou Cash Royale, como destaca Renan.

“Sempre aparecem jogos novos para crianças e acho que os jogos da Nintendo costumam cumprir bem o papel de diversão para a família toda, com Mario, Super Smash Bros, Pokémon, Zelda, Mario Party, Mario Kart 8 entre outros. Quem tem a opção de jogar em outras plataformas como PlayStation 4 e Xbox One. Há bons jogos de corrida como o Forza Horizon 4, no Xbox One, e games como Gang Beasts, que é divertidíssimo e pode ser jogado no PS4 e no PC. Mas se engana quem acha que não dá para jogar no celular em conjunto: há games em aplicativos para crianças como Dave and Ava (dá até para aprender inglês) e games para a galera um pouco mais velha, como Free Fire, Clash Royale, PUBG e Fortnite. Lembrando que, no caso de Fortnite, não se trata só de um jogo, mas foi considerado por alguns sites, como o The Verge, como uma grande rede social”, disse.

“O game mais impactante de 2018 é Battle Royale (jogo em que 100 pessoas jogam ao mesmo tempo uns contra os outros) com 200 milhões de jogadores (quase a população inteira do Brasil) e está presente em todas as principais plataformas de jogo da atualidade (Nintendo Switch, Xbox One, PlayStation 4, Smartphones e PCs)”, revelou.

Ele destacou ainda que, neste início de ano, os jogos que estarão em destaque são PUBG, Fortnite, Free Fire do gênero Clash Royale, League of Legends (Lol), CS: GO, e lançamentos como Telltale's The Walking Dead, Onimusha: Warlordsm, Resident Evil 2 Remake e Kingdom Hearts 3. Outras opções de destaque são o aplicativo Perguntados e o game Lego Avengers.

O profissional do setor de games ressaltou que aos jogos eletrônicos podem aproximar famílias e deu dicas de quanto tempo um jovem poderia jogar durante as férias.

“Falar de tempo é algo muito relativo, já dizia Einstein. Jogar é uma atividade saudável, mas precisa de moderação. Eu fui criado por uma família que me deixava jogar 1 hora por dia porque acreditava que estragava a televisão. Era uma bobagem que hoje não se diz mais. O importante é haver diálogo na família. Nas férias dá para dar aquela colher de chá para os jovens. De 2 a 4 horas jogando nas férias sozinho ou em conjunto é bacana. Além de que o game pode aproximar pais e filhos. Porém, é importante haver tempo para tudo durante o ano: jogar, fazer os trabalhos escolares, dormir, exercitar-se... Enfim, viver é essa eterna gestão de tempo que temos que fazer a todo momento”, concluiu.

Entretanto, é importante tomar alguns cuidados, pois, de acordo com um estudo divulgado pelo National Institute of Health, dos Estados Unidos, com 11.000 pessoas, em 21 cidades, para demonstrar os efeitos da tela (celular, ipad, computador e tv) no cérebro de crianças, adolescentes e adultos, foi mostrado que o uso constante de tela provoca atrofia do cortex cerebral, com possível diminuição da receptividade de informações sensoriais (visão, audição, tato, olfato, paladar), pois acabam menos estimulados durante o uso da tela do que em outras atividades.

Além disso, a amostra destacou que crianças que aprendem a empilhar blocos e jogar em 2D, ao contrário do que se pensava, não conseguem transferir estas habilidades para montar blocos em 3D. Ou seja, a habilidade serve apenas especificamente para o computador, não para a vida real.