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Quatro anos após acidente com a Chapecoense, família de Tiaguinho fala sobre saudades

Trajanense foi uma das 71 vítimas do desastre aéreo ocorrido na Colômbia. Família ainda aguarda indenização

Por Bianca Chaboudet
27/11/20 - 10:08
Quatro anos após acidente com a Chapecoense, família de Tiaguinho fala sobre saudades Tiaguinho tinha apenas 22 anos e vivia um dos melhores momentos | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O trágico acidente de avião que vitimou parte da delegação da Chapecoense, jornalistas esportivos e dirigentes completa quatro anos neste domingo, 29 de novembro. Na Região Serrana, o trajanense Tiago da Rocha, conhecido como Tiaguinho, foi uma das 71 vítimas do desastre aéreo ocorrido na Colômbia, em 2016.

O atacante tinha apenas 22 anos e vivia um dos seus melhores momentos dentro e fora de campo. Isso porque uma semana antes do acidente, ele descobriu que seria pai. Hoje, Tiago Filho, que está com três anos e quatro meses, carrega os traços do pai e é a alegria da família.

“Os dois se parecem bastante tanto fisicamente, quanto na personalidade. Tiago era alegria, era amor, transmitia paz, era casa de sentimentos bons, e hoje o Tiago Filho representa tudo isso!", conta Graziele Alves, viúva do jogador.

Tiago Filho está com três anos e carrega os traços do pai Tiago Filho está com três anos e carrega os traços do pai | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Embora Tiago Filho ainda seja pequeno, a mãe sempre conversa com ele sobre a trajetória de Tiaguinho. Graziele revela que mostra para o menino, fotos e vídeos do jogador.

“Há um tempo estive colocando uns vídeos do pai para ele assistir e logo em seguida ele quis uma chuteira. Se for da vontade dele apoiarei, sim, seguir a carreira do pai. Irá trazer orgulho tanto pra mim, como, com certeza, para o pai, de onde estiver!”, diz.

O rapaz de sorriso largo estreou na Chapecoense em junho de 2016, foi titular em 23 jogos e marcou quatro gols com a camisa do Verdão do Oeste. O jogador que recebia muitos elogios do técnico Caio Junior, era também o xodó da mãe.

Filho único de Bárbara Rocha, Tiago sempre acompanhou os momentos familiares, mesmo morando em Chapecó, no interior catarinense.

"O Tiaguinho foi um filho maravilhoso, um filho que qualquer mãe queria. Uma pessoa abençoada, um filho que se preocupava muito comigo. Estes quatro anos tem sido de muita tristeza sem ele, um vazio muito grande. Tem dias que parece que não vou aguentar", desabafa Bárbara.

Filho único de Bárbara Rocha, Tiago sempre acompanhou os momentos familiaresFilho único de Bárbara Rocha, Tiago sempre acompanhou os momentos familiares | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Além da dor da perda, as famílias ainda enfrentam as questões burocráticas com o clube. No ano passado, o Tribunal Regional do Trabalho ratificou a sentença da 1ª Vara do Trabalho de Nova Friburgo, que definiu uma indenização por danos morais no valor de R$ 80 mil reais para o pai, e R$ 50 mil reais e pensão mensal vitalícia para a mãe do Tiaguinho, mas a Chapecoense recorreu e o processo agora corre no Tribunal Superior do Trabalho.

"Ainda não tenho nenhuma resposta sobre este assunto. Estou sem entender nada, porque uma mãe perde o seu único filho e eles acham que está tudo certo", lamenta Bárbara.

O Superior Tribunal do Trabalho informou que “o processo está sob a relatoria do ministro Cláudio Brandão na Sétima Turma e ainda não foi pautado, ou seja, ainda não houve decisão”.

Desastre aéreo aconteceu há quatro anos na ColômbiaDesastre aéreo aconteceu há quatro anos na Colômbia | Foto: Divulgação/Polícia de Antioquia

O acidente

No dia 28 de novembro, a equipe da Chapecoense embarcou em Guarulhos rumo a Medellín, na Colômbia, onde enfrentaria o Atlético Nacional pela primeira partida da final da Copa Sul-Americana.

Uma escala técnica foi feita em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e em seguida o avião decolou para o destino final com 77 pessoas a bordo. Entre as cidades colombianas de La Ceja e Abejorral, a aeronave perdeu o contato com a torre de controle do aeroporto, caindo a cerca de 30km de Medellín.

No acidente, 71 pessoas morreram, entre atletas, comissão técnica, tripulantes e jornalistas.

Os sobreviventes foram o goleiro Jackson Follmann, o zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel, o jornalista Rafael Henzel, além de Ximena Suárez e Erwin Tumiri, tripulantes da companhia Lamia.

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