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Ayrton Senna do Brasil! Amantes de automobilismo, friburguenses celebram a memória do tricampeão da Fórmula 1

Ídolo do esporte mundial faria 61 anos neste domingo. Jornalista e locutor relembram grandes momentos do piloto brasileiro

Por Matheus Oliveira
19/03/21 - 16:12
Ayrton Senna do Brasil! Friburguenses celebram a memória do tricampeão da Fórmula 1 Ayrton Senna conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1 pela McLaren | Foto: Reprodução/Paulo Pinto (Fotos Públicas)

O herói que dava orgulho ao país em um momento difícil. Que fazia todos acordarem cedo em pleno domingo para assistir a uma corrida de automobilismo. E que ainda é o brasileiro com mais vitórias na Fórmula 1. E caso estivesse vivo, completaria 61 anos neste domingo, dia 21 de março. Este é Ayrton Senna da Silva, tricampeão mundial da categoria.

E para relembrar a memória do ídolo brasileiro, conversamos com dois friburguenses amantes de automobilismo e fãs do ex-piloto: o jornalista Márcio Madeira e o locutor e piloto de kart Rodrigo Ferreira.

Ayrton Senna conquistou três títulos mundiais (88, 90 e 91) e 41 vitórias na Fórmula 1. Ele morreu após acidente trágico na curva Tamburello, no circuito de Ímola, na Itália, no dia 1º de maio de 1994.

Apesar desses quase 27 anos sem Senna, a idolatria e a lembrança do tricampeão estão sempre presentes, inclusive, como ídolo do principal nome da Fórmula 1 na atualidade: o heptacampeão Lewis Hamilton.

A inspiração que o ídolo ainda é capaz de proporcionar por sua perseverança e vontade é algo que sempre chama a atenção do jornalista, especialista em esportes a motor, Márcio Madeira.

“O Ayrton ainda é uma inspiração, mas o quanto ele é ídolo vai variar de acordo com a idade das pessoas. Muitos que o viram correr, tentam diminuir o Ayrton, às vezes para se diferenciar e mostrar que entende mais. E ele inspirou muitas pessoas em todo o mundo e teve um impacto em todo o universo do automobilismo. O Ayrton não tinha só habilidades ou números bons. A trajetória dele chama a atenção pela maneira como ele se entregava totalmente à paixão dele e encarava a vitória como direito de nascença. Ele era obcecado e buscava o limite para evoluir sempre. E amadureceu muito durante a carreira dele”, conta Márcio.

Senna teve a Williams como a sua última equipe na Fórmula 1Senna teve a Williams como a sua última equipe na Fórmula 1 | Foto: Reprodução/Paulo Pinto (Fotos Públicas)

A mesma opinião é corroborada pelo kartista Rodrigo Ferreira.

“Eu acho que o Ayrton inspira não só atletas, mas todas as pessoas. Mesmo 26 anos, quase 27 anos após a sua morte as pessoas têm o Ayrton como uma referência de quem tinha garra, determinação. Aquela pessoa que dava tudo de si e, sobretudo, tinha orgulho de ser brasileiro”, declara, destacando uma característica marcante do ídolo brasileiro.

“Ele lutava para ser bem-sucedido profissionalmente e carregava as cores e a bandeira brasileira, literalmente. Era como se, em cada vitória, ele dissesse aos brasileiros: vai lá, luta, corre atrás que você também pode vencer. E por isso ele trazia alegria para as pessoas, ele dava o show dele nas pistas e incentivava todo mundo a dar o melhor nas suas funções, nas suas profissões e até nos hobbies”, relembra Rodrigo.

Quanto ao tamanho do brasileiro na história, tanto Rodrigo quanto Márcio o colocam em alto nível. Enquanto Márcio o vê ao lado de Jim Clark (britânico bicampeão mundial de Fórmula 1), e abaixo apenas de Juan Manuel Fangio (argentino pentacampeão da categoria) na história da modalidade, Rodrigo acredita que os números e essa garra colocam Ayrton como o grande nome do Brasil na Fórmula 1.

“Claro, a gente não esquece o excelente trabalho que fizeram Fittipaldi e Piquet, mas o Senna jogou o nome do Brasil lá no alto, estabeleceu recordes, todo mundo parava pra ver uma volta rápida dele. Tivemos outros bons pilotos brasileiros depois dele, mas os números fazem justiça à genialidade do Ayrton”, declara Rodrigo.

Márcio pondera que o fato dele ser o maior vencedor da história do Brasil na Fórmula 1 é uma “questão menor” e não prova que ele é melhor que os outros brasileiros que se tornaram campeões da principal categoria do automobilismo, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi.

“Não podemos dizer que só pelos números, o Ayrton é o melhor. Existem argumentos para diversas interpretações. Vivemos uma era em que números são superestimados e o contexto tem sido deixado de lado. Não podemos avaliar fora de contexto. Por exemplo, olhando os números de Hamilton e Schumacher, os do Ayrton parecem ser menores. O número de corridas que eram disputadas e o índice de quebras devem ser levados em consideração”, ressalva o jornalista.

Quando o assunto são lembranças do ídolo, tanto o comunicador quanto o locutor possuem histórias inesquecíveis.

A principal de Rodrigo é a primeira vitória de Ayrton Senna no Brasil, em 1991, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Ele também venceu em 1993.

Na ocasião, o então piloto da McLaren, liderou toda a prova, mas na reta final, teve que dirigir com apenas uma marcha.

“Eu poderia citar várias, pois são muitas as lembranças. Mas pra mim, algo inesquecível será a vitória dele em Interlagos, aqui no Brasil, em 91. Ele fez o improvável, para não dizer o impossível! De forma dramática, ele cruzou a linha de chegada, realizando um sonho pessoal e de todos os brasileiros que era ver o Senna vencendo em casa. Ele teve problemas no câmbio, estava lento e perdendo a vantagem que tinha para o 2º colocado. Venceu com apenas uma marcha, segurando o carro no braço. Essa corrida me marcou justamente pelo que destaquei, a garra, a determinação, aquela coisa de não desistir. Essa foi a mensagem eterna que ele deixou: “não vai ser fácil, mas lute até o fim, lute pelo seu objetivo e você vai vencer”, conta Rodrigo.

Por sua vez, o jornalista Márcio Madeira, diz que ele acompanhou toda a carreira do tricampeão mundial e que é difícil escolher apenas uma lembrança.

“Eu associei tudo o que ocorreu na minha vida aos triunfos do Ayrton. Lembro da estreia dele, da primeira vitória em Estoril 85, onde tive a chance de caminhar naquela pista a pé. Lembro do GP da Espanha de 86, além da fase da McLaren, com o primeiro título em 88, o GP do Japão de 89 que para mim foi a maior corrida que vi. E os anos de 90 e 91 quando ele fez história, especialmente no treino para o GP de Phoenix em 91 quando ele conseguiu uma pole fantástica. Além das provas de Mônaco 92 e da Austrália de 93, culminando na morte dele. Então, eu tenho muitos fatos marcantes do Ayrton na Fórmula 1, conclui Márcio.

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