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Renda das pessoas mais pobres sofre queda significativa em 2021

Pandemia, aumento do desemprego e inflação alta são alguns dos motivos que diminuíram poder de consumo das classes D e E

Por Matheus Oliveira
21/07/21 - 15:56
Renda das pessoas mais pobres sofre queda significativa em 2021 Poder de consumo das pessoas mais pobres diminuiu neste ano em comparação com 2020 | Foto: Banco de Imagem

A pandemia do novo coronavírus, o aumento do desemprego e os reajustes de preços em itens básicos como gás de cozinha, energia elétrica e alimentos estão fazendo com que o dinheiro que sobra para consumo, após o pagamento das despesas básicas, tenha uma significativa queda para as classes mais pobres, em todo o Brasil, de acordo com estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Tendência Consultoria.

Para entender os motivos que levaram a esse contexto e como aumentar o poder de consumo destas pessoas, o Portal Multiplix conversou com o consultor financeiro da Delta Investimentos, Gabriel Alves.

“Segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), comparando o primeiro trimestre deste ano com o primeiro trimestre de 2020, a renda caiu mais de 10% em geral. Quando analisamos a população mais pobre, esta queda chega a mais de 20%”, afirma.

O estudo destacado pelo consultor foi divulgado em junho deste ano pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social) e apontou também que a renda média per capita dos brasileiros, no primeiro trimestre de 2021, despencou 11,3% para R$ 995,00.

De acordo com Gabriel Alves, a informalidade se torna decisiva na queda de recursos da população mais vulnerável.

“A população mais pobre acaba virando uma força de trabalho mais informal e isso traz uma volatilidade de renda. A ausência de carteira de trabalho assinada impede até a entrada em projetos como o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) que auxilia no pagamento de folhas de pagamentos das empresas. Estes programas fizeram com que a redução de renda da classe média fosse menor”, detalha o consultor.

Indo ao encontro dos dados da Fundação Getúlio Vargas, a Tendências Consultoria divulgou um estudo neste mês em que estima que a renda para o consumo das classes mais pobres (D e E), pressionada pela inflação, vai cair 17,7% neste ano.

O levantamento levou em consideração despesas essenciais como habitação, transporte, saúde e cuidados pessoais, educação e alimentação.

O consultor financeiro acredita ser fundamental a manutenção dos programas de transferência de renda como Bolsa Família e auxílio emergencial. Mas alerta que apenas estes recursos não são suficientes.

“Um dos grandes problemas do nosso país é a tributação. Estamos discutindo a reforma tributária, e se quiserem resolver o problema, a questão da renda entraria em um grande projeto com um texto bem feito de reforma tributária. No Brasil, a tributação sobre o consumo é muito grande. Destaco bens e serviços essenciais como educação e alimentação que são muito tributados e tornam os valores ainda mais altos”, declara Gabriel.

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