Sabia que o casarão amarelo da Ponte da Saudade, em Friburgo, já funcionou como estrebaria?

O casarão chama atenção por sua arquitetura clássica do séc. XIX

Por Sara Schuabb
24/12/18 - 09:30
Sabia que o casarão amarelo da Ponte da Saudade, em Friburgo, já funcionou como estrebaria? O casarão amarelo da Ponte da Saudade pertenceu à família Gripp e já foi parada de tropeiros que passavam pela região | Foto: João Luccas Oliveira

Quem passa pelo bairro Ponte da Saudade, em Nova Friburgo, sempre avista um casarão amarelo na altura do radar, na estrada RJ-116, que chama atenção pela arquitetura clássica do século XIX. E aí vêm as indagações: de quem foi esse casarão? Quais histórias ele guarda? O que será dele com tanta obra?

Segundo o historiador e presidente da Fundação D. João VI, Luiz Fernando Folly, não há muitas informações históricas sobre esse casarão, mas afirma que o imóvel pertenceu à família Gripp e que, no séc. XIX, passavam por ali muitos tropeiros que amarravam suas carroças e guardavam seus animais.

"O casarão está dentro de uma área original, dos números coloniais pertencentes as faixas de terras que foram doadas aos suíços e depois aos alemães. Como ali foi o ponto de saída da cidade nos meados do século XIX para o começo do século XX, deve ter sido lugar de trocas de cavalos de quem vinha do Rio de Janeiro para cá”, afirmou.

A artista plástica Sônia Mendes diz que a beleza do casarão chamou sua atenção desde 1976, quando se mudou do Espírito Santo para Nova Friburgo. “A estrutura dele me chamava a atenção e fiz até um quadro em 2002, seguindo a cor original. Na época, também tentei mobilizar o jornal da cidade para fazer uma campanha para preservação do casarão abandonado. Atualmente, com a reforma, parece que a fachada mudou bastante, inclusive o amarelo é bem diferente”, diz.

Casarão amarelo chama a atenção de quem passa pela RJ-116 na altura da Ponte da SaudadeCasarão amarelo chama a atenção de quem passa pela RJ-116 na altura da Ponte da Saudade | Foto: João Luccas Oliveira

O atual dono do casarão, Paulo Chelles, diz não saber a origem do imóvel. “Já solicitei informações à Prefeitura, mas não obtive retorno.” Quanto ao futuro do espaço, ele diz que será um casarão de eventos a ser inaugurado no segundo semestre de 2019.