Máscaras com diferentes propostas oferecem estampas e modelos variados
Item estilizado virou tendência no Brasil e gera procura em lojas, ateliês e estúdios
Máscaras viraram tendência com os diferentes modelos, estilos e formas
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Fotos: Studio Loft e William Gonçalo
No começo da pandemia do novo coronavírus, a procura pelas máscaras de proteção, principalmente as cirúrgicas ou as do tipo N95, esgotaram os estoques das farmácias. Depois, a Organização Mundial da Saúde (OMS) garantiu a segurança nos itens feitos de tecido. Não teve jeito, o item virou tendência com os diferentes modelos, estilos e formas e muitas pessoas utilizam como artigo fashion que, além da proteção, faz parte do look.
Em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, uma loja especializada em artigos geek e de música rock, desde 2005 comercializa acessórios e itens do vestuário, inclusive máscaras com estampas de bandas, animes, filmes, frases e etc. Com a pandemia da Covid-19, o cenário se torna diferente com a grande procura pelas máscaras, agora protetivas. “Nós começamos a produzir as máscaras pela procura do pessoal. Nós somos uma loja diferenciada, temos máscaras de banda, de anime, de seriado. Mas nada ligado às tendências de moda. Os itens são o que as pessoas gostariam de usar, uma coisa que relacionava ela, a questão do rock and roll, desse segmento geek. A questão da estampa é o que o cara quer usar, a forma de vida que ele leva”, explicou o empresário William Gonçalo.
William ainda destaca que na Ásia as máscaras não são artigos fashion e sim culturais, já que a população usa o item quando há alguma alteração na temperatura corporal e sintomas de resfriado ou gripe, por exemplo.
“É normal eles usarem as máscaras, uma educação em relação às outras pessoas, para não passar qualquer tipo de vírus. Isso muito antes dessa história da Covid-19 e H1N1. E nós aqui sempre trabalhamos com essas máscaras. Inclusive, as meninas vinham comprar e aí as mães achavam que aquilo era uma 'pagação de mico'. Hoje são as mães que vem comprar para os filhos.”
Antes da pandemia, a loja já chegou a ter 350 estampas diferentes de máscaras e, por conta da Covid-19, as vendas dispararam. Mas, a falta de insumos, devido à procura pelo item, vem prejudicando as vendas.
“A procura é imensa, mais pelas mandíbulas de caveira. Só que não tem dois produtos principais para aplicação da máscara, o algodão e a ribana. Hoje, infelizmente, estamos deixando de vender por falta de insumos”, finalizou o empresário.
No Rio de Janeiro, o artista plástico Airton Overland produz, sozinho, as máscaras F.YOU, com a modelagem The Fox Paradise. A modelagem é anatômica, com dupla face e amarração em fio de lycra, tudo para que a pessoa se sinta mais confortável.
“A máscara faz parte do figurino criativo. Vemos que os japoneses já usavam e agora isso veio para o ocidente com essa Covid-19. Só que eu vejo que as máscaras estão aí para reformular o vestuário. Aqui no Rio eles são muito caretas, então eu resolvi produzir modelos diferentes. Elas podem ser usadas dos dois lados e tem fio de lycra para não machucar a orelha. Essa modelagem The Fox traz um estilo cara de raposa”, frisou Overland.
E o artista plástico quer ousar mais e pretende fazer máscaras pintadas, com tecido diferente. Além disso, Overland destaca que os itens vão permanecer por aqui por muito tempo.
“Independente da Covid-19, as máscaras vão ficar por muito tempo. A vacina vai sair, mas vai demorar para todos se vacinarem e vamos ter que nos vacinar outras vezes. No Brasil o pessoal acha que a doença acabou, mas ela está aí. Então temos que ver a máscara com outra forma. Um item fashion que dá para utilizar e reutilizar”, disse.
Overland produz sozinho todas as máscaras e mantém os cuidados com a segurança dele e dos clientes, desde a hora em que o tecido chega ao seu studio, até a hora que são enviadas à casa das pessoas.
“Tenho todo o cuidado para que elas também sejam duráveis. Produzo sozinho, eu higienizo os tecidos quando chegam, depois sento e corto para montagem. Uso álcool gel na hora do trabalho e quando elas saem daqui vão em saquinhos, todas lavadas e passadas. A moda vem para provar para a humanidade que a gente precisa de arte e a arte é moda também”, finalizou.
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