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Chip no corpo? Mudança no DNA? Tire suas dúvidas sobre as vacinas contra a Covid-19

Médicas Danyelle Souza e Nathalia Mota falam sobre quem pode se vacinar, a segurança dos imunizantes, se há efeitos colaterais e o caminho para controlar a pandemia

Por Bernardo Fonseca
07/04/21 - 10:11
Chip no corpo? Mudança no DNA? Tire suas dúvidas sobre as vacinas contra a Covid-19 Pesquisa do Datafolha mostra que, até março, 84% dos brasileiros desejavam tomar a vacina contra a Covid-19 | Foto: Reprodução/Portal Multiplix

Março teve o maior número de novos casos e de mortes por Covid-19 desde o início da pandemia no Brasil. Por outro lado, também houve recorde de brasileiros que desejavam se vacinar contra a doença. É o que mostra uma pesquisa do Datafolha, divulgada no dia 21 do último mês, em que 84% dos entrevistados disseram que queriam tomar a vacina. O que chama a atenção é que o restante das pessoas ouvidas – parcela significativa da população – não pretendia tomar o imunizante.

A vacinação contra a Covid-19 é alvo de polêmicas e informações falsas desde o ano passado. Há todo tipo de conspiração circulando nas redes sociais. E para esclarecer dúvidas relativas às vacinas, a reportagem do Portal Multiplix conversou com uma infectologista e uma alergista.

As médicas Danyelle Cristina de Souza e Nathalia Mota falaram sobre quem pode se vacinar, se os imunizantes disponíveis hoje no Brasil são seguros, se o prazo curto de desenvolvimento das vacinas influencia na qualidade, se há efeitos colaterais e se a vacinação é o caminho para controlar a pandemia. Confira abaixo.

- As vacinas são seguras?

Atualmente, existem duas vacinas disponíveis no Brasil. A CoronaVac, distribuída pelo Instituto Butantan, e a vacina Oxford/AstraZeneca, distribuída pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para Danyelle Souza, a população pode ficar tranquila, pois elas são seguras. Nathalia Mota também destaca que os imunizantes passaram por todas as etapas necessárias para que a segurança fosse assegurada.

- O tempo recorde em que as vacinas foram desenvolvidas afeta a qualidade ou a segurança?

Apesar de terem sido fabricadas e liberadas para uso num intervalo de tempo curto quando comparamos com outras vacinas, todas cumpriram as exigências de segurança e eficácia, sendo liberadas para uso, como destaca Nathalia Mota. Danyelle ressalta que os protocolos incluíram três fases de testagem, desde o estudo clínico em laboratório até o estudo em humanos, até serem aprovadas por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A ciência também vem avançando rápido, o que garante maior agilidade nos processos de desenvolvimento e produção, seja no uso de tecnologias novas, seja na aplicação de métodos já consagrados, como é o caso da CoronaVac, que usa vírus inativado.

- Posso tomar só uma dose da vacina quando são recomendadas duas?

Se o esquema vacinal proposto inclui duas doses, a orientação é clara: é preciso tomar as duas. Nathalia Mota destaca que todos os estudos foram feitos avaliando a eficácia após duas doses, portanto não há conhecimento sobre a eficácia caso seja administrada apenas uma dose, assim como não há estudos sobre a eficácia de tomar uma dose de um laboratório e a segunda de outro. Por outro lado, Danyelle alerta que o tempo entre as duas doses varia dependendo do imunizante. A CoronaVac é uma dose com intervalo de cerca de 15 dias, enquanto a de Oxford/AstraZeneca tem um espaçamento de três meses.

- Ser vacinado significa que a pessoa jamais vai pegar Covid-19?

Não. Mesmo tomando a vacina, ainda há o risco de contrair a doença. O que muda é que os imunizantes reduzem bastante a chance de evolução para a forma grave da Covid-19. Outra consequência positiva é que com menos pacientes graves, diminui também a pressão sobre os hospitais. Mas, atenção, caso contaminadas, mesmo com formas leves da doença, o infectado pode transmitir. Ambas as médicas ressaltam a importância de se manter as medidas como uso de máscaras, higiene das mãos, prezar por ambientes arejados e seguir fazendo distanciamento social.

- As vacinas já aprovadas podem alterar o DNA ou implantar chip no cérebro?

Mito. Para Nathalia, é impossível uma vacina alterar nosso DNA ou implantar chip no corpo. “Conforme explicado pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), ‘as vacinas compostas de RNA não entram no núcleo da célula, onde fica guardado nosso DNA’. Não há sequer o risco destas vacinas causarem a doença Covid-19”, destaca. Danyelle Souza complementa que esse tipo de informação é falsa e atrapalha o processo de imunização, tão importante neste momento.

- Afinal, quem pode tomar e quem não pode tomar a vacina?

As vacinas são indicadas para maiores de 18 anos, adultos, idosos, bem como pessoas com doenças ou imunodeprimidas que também podem receber as doses.

Embora tanto a CoronaVac quanto a Oxford/AstraZeneca sejam imunizantes seguros, com possíveis efeitos raros, não devem tomar as vacinas pessoas que tenham alguma reação alérgica a algum componente. Nenhuma das vacinas liberadas no Brasil, até o momento, utiliza proteína alimentar na sua composição, portanto não há contraindicação para pacientes portadores de alergia alimentar, assim como não há contra indicação para portadores de alergia respiratória e imunodeficiência.

Existem estudos sendo feitos para verificar a segurança e eficácia em gestantes e menores de idade, que ainda não podem tomar. Pacientes com histórico de reação prévia à alguma vacina precisam ser avaliados individualmente por um especialista. Em vigência de qualquer quadro infeccioso, a orientação é aguardar a resolução completa da doença para depois vacinar.

- As vacinas são a única forma de controlar a pandemia?

Não. Ela é um mecanismo muito importante no controle da pandemia, pois com pessoas vacinadas, diminui a circulação do vírus e a intensidade de eventuais casos. Entretanto, isso não substitui a necessidade de seguir as medidas de proteção, o distanciamento, o uso de máscara, a higienização das mãos, entre outras orientações tantas vezes reforçadas por inúmeros profissionais e organizações de saúde. Dessa forma, a transmissão do vírus vai diminuindo, menos pessoas serão internadas até que seja possível controlar a pandemia. E é necessário que tudo isso ocorra em escala global, a fim de evitar que a Covid-19 permaneça em disseminação.

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